terça-feira, 14 de abril de 2026

Júri de motorista acusado de causar morte de quatro policiais é retomado em Cachoeira Alta

POR Marcos Paulo dos Santos | 14/04/2026
Júri de motorista acusado de causar morte de quatro policiais é retomado em Cachoeira Alta
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O julgamento de Jhonatan Murilo Leite, motorista envolvido no acidente que resultou na morte de quatro policiais do Comando de Operações de Divisas (COD), será retomado nesta quinta-feira (16), a partir das 8h30, em Cachoeira Alta, no sudoeste de Goiás.

 

A sessão havia sido iniciada em dezembro de 2025, mas foi anulada após cerca de 19 horas. A decisão foi tomada pelo juiz Filipe Luis Peruca, após uma irregularidade no processo de votação. Uma jurada afirmou que embaralhou as cédulas e votou de forma aleatória, comprometendo a validade do julgamento e levando à dissolução do conselho de sentença.

 

A mãe do réu, Andreza Aparecida Paniagua, confirmou que estará presente no novo júri. Ela saiu de Bebedouro (SP) com destino a Goiás para acompanhar o julgamento do filho.

 

Em declarações anteriores, Andreza afirmou que Jhonatan Murilo Leite enfrenta abalo psicológico após o acidente e criticou a atuação da acusação no primeiro julgamento, alegando que houve interpretações consideradas inadequadas sobre o comportamento do motorista.

 

O caso aconteceu na noite de 24 de abril de 2024, na BR-364, em Cachoeira Alta. O caminhão conduzido por Jhonatan Murilo Leite, carregado com cerca de 70 toneladas de milho, colidiu frontalmente com uma viatura do COD.

 

Na ocasião, morreram o subtenente Gleidson Rosalen Abib, o 1º sargento Liziano José Ribeiro Junior, o 3º sargento Anderson Kimberly Dourado de Queiroz e o cabo Diego Silva de Freitas.

 

As investigações apontaram que Jhonatan dirigia sem a categoria adequada na CNH e que outra pessoa chegou a assumir a direção inicialmente para tentar encobrir a responsabilidade. A perícia indicou ainda que o caminhão trafegava acima da velocidade permitida e invadiu a pista contrária, com marcas de frenagem de aproximadamente 30 metros.

 

O promotor Geibson Cândido Martins Rezende, responsável pela denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), sustenta que o motorista assumiu o risco ao desrespeitar normas de trânsito.

 

Por outro lado, a defesa de Jhonatan Murilo Leite afirma que ele trafegava em velocidade compatível e que a colisão teria sido provocada por uma tentativa de ultrapassagem da viatura, versão contestada por laudos técnicos anexados ao processo.

 

O novo júri deverá reavaliar as provas e definir a responsabilidade pelo acidente.

 

 

Com informações de Mais Goiás. 

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