sábado, 11 de julho de 2026

Irmão de Virginia Fonseca é condenado por importunação sexual; vítima diz que esperou três anos por justiça

POR Marcos Paulo dos Santos | 11/07/2026
Irmão de Virginia Fonseca é condenado por importunação sexual; vítima diz que esperou três anos por justiça
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A empreendedora Lilly Martins afirmou que está "em paz" após a condenação do empresário William Pimenta Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, por importunação sexual. O caso aconteceu durante uma festa realizada em 2023, no município de Jussara, no noroeste de Goiás.

 

A condenação foi proferida na última terça-feira (7), após julgamento da 4ª Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). William havia sido absolvido em primeira instância, mas a decisão foi reformada por unanimidade após recurso apresentado no processo.

 

Ao g1, Lilly contou que aguardou cerca de três anos pelo desfecho do caso e disse que, durante esse período, enfrentou críticas e ataques públicos enquanto buscava responsabilização do acusado.

 

"A minha vida virou totalmente de cabeça para baixo. Então todo mundo fazia chacota com a minha cara, falava que eu só queria seguidores. Ele denegriu a minha imagem no Brasil inteiro. Então eu só queria justiça, e a justiça, graças ao meu bom Deus, chegou", afirmou.

 

Segundo a decisão, William foi condenado por uma das duas acusações de importunação sexual analisadas no mesmo processo.

 

De acordo com a defesa, a pena aplicada foi de um ano de reclusão, sem condenação ao pagamento de indenização por danos morais. Os advogados informaram, no entanto, que ainda aguardavam a publicação do acórdão para confirmar todos os detalhes da sentença.

 

Relembre o caso

 

Lilly relatou que conheceu William durante uma festa em Jussara e pediu para tirar uma foto com ele. Segundo a empresária, nesse momento o empresário teria colocado a mão dentro de sua calça.

 

"Ele pegou na minha bunda e enfiou a mão dentro da minha calça. Eu me afastei e fiz uma cara ruim", contou.

 

Ainda conforme o relato, cerca de duas horas depois William teria pedido ajuda para procurar um amigo e, durante o trajeto, voltou a tocá-la.

 

"Falei para minha namorada ajudá-lo, mas ele falou que eu ia ajudar, e eu ajudei. Quando ele pegou na minha mão para procurar o amigo, ele enfiou a mão de novo na minha bunda", disse.

 

Lilly também afirmou ao g1 que já havia sido vítima de violência semelhante anteriormente, o que a deixou sem reação no momento da importunação. Ela explicou ainda que a namorada registrava imagens da festa, mas não percebeu o momento em que o empresário teria tentado tocá-la.

 

Defesa recorrerá da decisão

 

Em nota, a defesa de William Pimenta Gusmão informou que discorda da condenação e ressaltou que a decisão ainda não é definitiva.

 

Segundo os advogados, o julgamento ocorreu em um recurso apresentado pelos assistentes de acusação e ainda cabem recursos aos tribunais superiores.

 

A defesa também destacou que William nega a prática do crime e sustentou que o Ministério Público se manifestou favoravelmente à absolvição tanto em primeira instância quanto na fase recursal.

 

Confira a nota da defesa na íntegra:

 

"A defesa técnica de William Pimenta Gusmão vem a público manifestar-se sobre a recente decisão proferida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

 

Informamos que a decisão não é definitiva, pois trata-se do julgamento de um recurso dos assistentes de acusação. Embora a defesa respeite o entendimento dos Desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás, manifesta sua veemente discordância com a condenação, uma vez que o réu nega peremptoriamente a prática do fato que lhe é falsamente imputado.

 

O Ministério Público, tanto em primeira instância, por meio do Promotor de Justiça quanto em grau de recurso, por meio do Procurador de Justiça, emitiu pareceres favoráveis à absolvição de William Gusmão, constatando a flagrante ausência de provas e de materialidade delitiva.

 

Diante da inocência do acusado e da contradição entre o resultado do julgamento e o entendimento do Ministério Público e da linha de defesa, e considerando que a decisão não é definitiva, ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão utilizados dentro das possibilidades legais."

 

 Com informações de G1 Goiás.

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