segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Foto: Reprodução
A Justiça da Paraíba condenou o influenciador Hytalo Santos a 11 anos de prisão e o marido dele, Israel Natã Vicente, a oito anos, por produção de conteúdo com conotação sexual envolvendo adolescentes. A decisão foi proferida neste sábado (21), pela 2ª Vara Mista de Bayeux.
De acordo com a sentença, ficou comprovado que o casal explorava a imagem dos jovens com o objetivo de gerar engajamento, ampliar audiência e monetizar perfis em redes sociais como Instagram, TikTok e YouTube.
O caso passou a ser investigado pelo Ministério Público da Paraíba em dezembro do ano passado, após ganhar repercussão nacional. A denúncia ganhou força depois que o youtuber Felca publicou um vídeo intitulado “Adultização”, no qual apontava suposta exploração de crianças e adolescentes nas produções divulgadas nas plataformas digitais.
Segundo as investigações, os influenciadores promoviam conteúdos com adolescentes em situações que incluíam beijos, participação em festas com consumo de bebidas alcoólicas e danças sensuais. O vídeo que denunciou o caso destacou ainda a existência de lucro com a exposição e sexualização juvenil.
Hytalo, que acumulava mais de 12 milhões de seguidores apenas no Instagram, teve os perfis desativados ao longo das apurações.
Durante as diligências, o influenciador afirmou às autoridades que possuía autorização dos pais para ter a tutela dos adolescentes gravados. Ele declarou ainda que os matriculava em escolas particulares, arcava com despesas educacionais e, em contrapartida, produzia conteúdos para as redes sociais.
A defesa dos réus informou, por meio de nota, que considera a decisão “odiosa e preconceituosa”. Os advogados alegam que apresentaram argumentos e provas que afastariam a tese acusatória, mas que não teriam sido devidamente analisados na sentença.
Ainda segundo a assessoria jurídica, a decisão representaria preconceito contra Hytalo, descrito como jovem nordestino, negro e homossexual. A defesa sustenta que a menção à orientação sexual do influenciador em trecho da sentença indicaria contaminação no julgamento.
Cabe recurso da decisão. Na próxima terça-feira (24), será analisado um pedido de habeas corpus impetrado antes da sentença. Segundo os advogados, o pedido continua válido e a defesa mantém confiança na revisão do caso pelas instâncias superiores.
*Com informações Mais Goiás
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