quinta-feira, 20 de agosto de 2026
A Polícia Civil prendeu três pessoas durante as investigações sobre a morte de Geraldo Gomes Monteiro, de 69 anos, vítima de um ataque a facadas dentro da própria residência, em Rio Verde. Entre os presos estão Geison, apontado como executor do crime e namorado da neta da vítima, além da própria neta e da filha de Geraldo.
As prisões foram realizadas pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Rio Verde, com apoio da Delegacia de Homicídios de Uberlândia (MG).
Segundo a Polícia Civil, Geison confessou o homicídio durante interrogatório, admitindo ter sido responsável pelas agressões contra Geraldo. Conforme apurado na investigação, o crime teria sido motivado por uma discussão relacionada a som alto. O idoso permaneceu internado por mais de um mês devido à gravidade dos ferimentos e morreu no dia 1º de agosto de 2026.
De acordo com a investigação, a filha e a neta de Geraldo estavam no imóvel no momento do ataque e teriam presenciado as agressões praticadas por Geison. Conforme a Polícia Civil, mesmo diante da violência, nenhuma das duas teria acionado atendimento médico ou a Polícia Militar.
Os investigadores também identificaram contradições nas versões apresentadas pelas duas mulheres e comportamentos posteriores que levantaram suspeitas sobre uma possível participação no homicídio.
Segundo a Polícia Civil, a neta manteve contato com Geison, seu namorado, após o crime e teria afirmado que não o prejudicaria, “nem mesmo se precisasse fugir com ele”. A investigação também recebeu informações de que ela pretendia deixar Rio Verde acompanhada do suspeito.
Já a filha de Geraldo teria impedido que familiares entrassem na residência logo após o crime, inclusive uma irmã da vítima. Para os investigadores, a conduta levantou suspeitas sobre uma possível tentativa de ocultar o executor ou elementos considerados relevantes para a investigação.
Diante do conjunto de circunstâncias apuradas, filha e neta foram presas por possível participação no homicídio.
A violência empregada no ataque também chamou a atenção dos investigadores. Segundo a Polícia Civil, durante as agressões, a lâmina da faca utilizada por Geison chegou a quebrar, deixando um fragmento metálico alojado no crânio de Geraldo em decorrência de uma fratura craniana.
O idoso precisou de atendimento médico especializado e permaneceu internado em estado grave, inclusive em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), até morrer em 1º de agosto.
A brutalidade do ataque e as demais circunstâncias apuradas levaram a Polícia Civil a considerar, em tese, a prática de homicídio doloso qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.
Após o ataque, Geison deixou Rio Verde e fugiu para Uberlândia, em Minas Gerais, onde, segundo a Polícia Civil, permaneceu na tentativa de evitar sua localização e prisão.
Com a atuação conjunta do GIH de Rio Verde e da Delegacia de Homicídios de Uberlândia, ele foi localizado e preso.
Geison, a neta e a filha de Geraldo deverão responder, em tese, pelo homicídio doloso qualificado de Geraldo Gomes Monteiro.
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