Força-tarefa é organizada pela Polícia Civil para investigar ginecologista por crimes sexuais

POR Ana Carolina Morais | 01/10/2021
Força-tarefa é organizada pela Polícia Civil para investigar ginecologista por crimes sexuais

Divulgação / Polícia Civil de Goiás

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Uma força-tarefa foi organizada pela Polícia Civil (PC), nesta quinta-feira (30), para investigar o ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais, 41 anos, por suspeita de crimes sexuais. A análise do caso foi iniciada após mais de 50 mulheres contatarem a delegacia de Anápolis para realizar denúncia de suas ocorrências.

 

 

Devido à procura intensa pela Polícia, a delegada responsável pela investigação, Isabella Joy, afirmou que convocou mais agentes mulheres e escrivãs para realizarem o atendimento às vítimas. No total, 41 mulheres já foram ouvidas e outras 20 prestarão depoimentos nos próximos dias. “A cada hora cresce, recebemos ligações. Até o momento temos ideia de umas 52 ou 54, mas creio que nós podemos chegar até umas 100 vítimas”, revelou a delegada.

 

 

Até o momento, o inquérito segue por violação sexual, mas poderá evoluir, também, para estupro de vulnerável, uma vez que uma das vítimas tinha 12 anos de idade quando o abuso aconteceu. “Nós temos uma vítima que foi quando tinha 12 anos, então, foi estupro de vulnerável. Hoje, ela já é maior de idade, mas vai responder também”, explicou Joy.

 

 

A defesa do médico informou, por meio de nota, que acessou somente algumas partes do inquérito, constatando no documento, até então, “somente o simples exercício profissional”, que “em nenhum momento realizou qualquer tipo de procedimento médico com cunho sexual”, e ainda, que outras pacientes se dispuseram para depor a favor dele.

 

 

De acordo com a PC, o ginecologista já havia sido condenado anteriormente pelo mesmo crime, em 2019, no Distrito Federal. Porém, como ele era réu primário, não foi preso. Além disso, segundo a corporação, houve também uma denúncia contra o médico no Paraná, mas que foi arquivada em 2018.

 

 

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), por meio de nota, comunicou que tomou conhecimento das denúncias contra o ginecologista na quarta-feira (29) e que, a partir disso, irá “apurar o caso e a conduta do médico no exercício profissional”.

 

 

Relatos das vítimas

 

Uma das vítimas relata que realizou seu pré-natal com o ginecologista e precisou passar por acompanhamento no pós-parto devido à problemas hormonais. Segundo ela, o abuso ocorreu durante uma das consultas. “Quando ele começou a me tocar, tirou a minha camisola e começou a passar a mão pelo meu corpo. Foi a partir desse momento que eu vi que não era algo que um ginecologista deveria fazer”, contou.

 

 

Outra paciente conta que foi vítima de abuso pelo médico também durante o atendimento, e que além de tocá-la de forma indevida, o suspeito mostrou itens obscenos para ela. “Ele teve conversas inadequadas, me mostrou sites obscenos, brinquedos eróticos e tocou em mim não da forma que um ginecologista deveria tocar. Quando ele colocou minha mão da parte íntima dele, sabe?”, revela.

 

 

Entre todos os relatos coletados, ainda houve o de uma vítima em que o ginecologista teria elogiado seus olhos, seu órgão sexual e questionado sobre a relação sexual dela com o marido. “Eu fiquei congelada e ele fazendo manipulações, isso tudo com os dois dedos introduzidos na minha vagina. Eu não consegui nem respirar no momento. É uma situação que a gente nunca espera que vai acontecer”.

 

 

(Com informações do G1 Goiás)

 

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