terça-feira, 27 de outubro de 2026
Investigado teria utilizado a posição de autoridade religiosa e a distribuição de cestas básicas para obter conteúdos íntimos de mulheres em
Um ex-presidente e líder espiritual da Comunidade Espírita Eurípedes Barsanulfo, localizada em Goiânia, é investigado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) por suspeita de cometer crimes sexuais contra mulheres atendidas pela instituição. Nesta terça-feira (27), foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao suspeito, incluindo a sede da comunidade, no Jardim Guanabara II.
Segundo o MPGO, as investigações apontam que o homem teria utilizado sua posição de autoridade espiritual e a fé das vítimas para praticar abusos sexuais. Há também suspeitas de que ele tenha se aproveitado da vulnerabilidade social de mulheres beneficiadas por programas assistenciais da entidade, utilizando a distribuição de cestas básicas para obter imagens e vídeos de conteúdo sexual.
O investigado também é suspeito de compartilhar, sem autorização, fotografias e vídeos íntimos de uma das vítimas com outras pessoas.
A investigação começou após uma denúncia apresentada por uma integrante da comunidade espírita. O procedimento tramita sob sigilo, e o Ministério Público não informou quantas mulheres podem ter sido vítimas nem o período em que os supostos crimes ocorreram.
Suspeito pode estar atuando em Santa Helena de Goiás
De acordo com o MPGO, o homem foi destituído da presidência da comunidade em julho deste ano, durante uma assembleia geral extraordinária. Atualmente, a instituição está sob nova administração e sua sede permanece temporariamente fechada.
Durante as investigações, o Ministério Público recebeu informações de que o suspeito estaria realizando atividades religiosas em Santa Helena de Goiás e planejando abrir um novo centro espírita no município.
Diante disso, o órgão também investiga a possibilidade de que o homem esteja utilizando a liderança religiosa para se aproximar de outras mulheres em situação de vulnerabilidade na região.
A Justiça determinou medidas cautelares contra o investigado, incluindo o comparecimento mensal em juízo e a proibição de frequentar a sede da comunidade espírita ou participar de atividades promovidas pela instituição, mesmo em outros locais. Também foi autorizado o acesso a dados telemáticos do suspeito.
Ministério Público procura possíveis vítimas
O MPGO orienta que outras mulheres que possam ter sido vítimas procurem o Núcleo de Apoio às Vítimas (Navita).
As denúncias podem ser feitas pelos telefones (62) 3243-5119, (62) 3243-8161 e (62) 3243-8120, pelo WhatsApp (62) 99428-7362 ou pelo e-mail navita@mpgo.mp.br.
Com informações de Mais Goiás.
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