sábado, 23 de maio de 2026
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra afirmou, durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (22), que foi presa “no exercício da profissão” ao comentar a investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A Justiça decidiu manter a prisão preventiva da influenciadora.
Durante a audiência, Deolane declarou que os fatos investigados são referentes aos anos de 2019 e 2020 e alegou que os valores recebidos em sua conta bancária seriam provenientes de honorários advocatícios.
Ao ser questionada pelo magistrado, ela afirmou que não sofreu ilegalidades durante a prisão, mas reclamou da apreensão de objetos pessoais durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.
A influenciadora também informou possuir problemas psicológicos e disse que receitas médicas já haviam sido anexadas ao processo.
O Ministério Público sustentou que a audiência de custódia não era o momento adequado para discutir os fundamentos da prisão preventiva e pediu apenas a homologação da medida.
Deolane foi presa na quinta-feira (21), durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
Segundo as investigações, recursos atribuídos à facção criminosa teriam sido movimentados por meio de uma transportadora apontada como empresa de fachada.
A operação também teve como alvo Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder da organização criminosa, além de familiares e operadores financeiros supostamente ligados ao grupo.
Deolane havia retornado ao Brasil na quarta-feira (20), após passar um período na Itália. O nome dela chegou a constar na lista de Difusão Vermelha da Interpol. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em imóveis ligados à influenciadora em Barueri (SP).
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