sábado, 05 de abril de 2025
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Após nove meses foragido, o corretor de grãos Vinícius Martini de Mello se apresentou à Justiça nesta terça-feira (1º), em Goiânia. Ele é investigado por aplicar golpes que somam cerca de R$ 400 milhões em produtores rurais de Rio Verde–GO. A apresentação voluntária foi uma exigência da Justiça para revogar o pedido de prisão preventiva.
Agora, Mello será monitorado por tornozeleira eletrônica e deverá cumprir medidas restritivas, como comparecimento em juízo sempre que solicitado, proibição de acesso a sistemas da empresa e apreensão do passaporte.
Segundo o Ministério Público de Goiás, o corretor negociava a revenda de grãos, recebia a produção dos agricultores, vendia, mas não repassava os valores. A estimativa é que ele tenha recebido mais de três milhões de sacas de grãos, a cerca de R$ 60 cada, sem efetuar os pagamentos combinados. A investigação também aponta que muitos produtores tiveram prejuízo total, pois entregaram toda a safra com base em contratos ou cheques.
Nos últimos três anos, a empresa de Vinícius teria movimentado mais de R$ 19 bilhões em operações suspeitas. Após fugir, o corretor enviou um e-mail às vítimas alegando dificuldades financeiras e prometendo ressarcimento — o conteúdo ainda está sob verificação da polícia.
A Polícia Civil descobriu que Mello também estaria envolvido em crimes como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Para isso, ele e outros 14 familiares teriam criado empresas fantasmas e utilizado “laranjas” para emissão de notas fiscais frias.
Durante a operação policial, mais de 400 veículos, sete imóveis e duas aeronaves foram apreendidos — todos ligados ao grupo. A esposa de Vinícius, Camila Rosa Melo, também fugiu para os EUA, mas já retornou e se apresentou à polícia. Ambos chegaram a constar na lista da Interpol.
Apesar das evidências de envolvimento de outras pessoas, uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que não havia estrutura organizada entre os suspeitos, isentando Mello da acusação de integrar uma organização criminosa.
Com informações de Mais Goiás.
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