quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Polícia

Caso PC Siqueira é reaberto e perícia levanta suspeita de homicídio

POR Marcos Paulo dos Santos | 22/01/2026
Caso PC Siqueira é reaberto e perícia levanta suspeita de homicídio
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Mesmo após a conclusão da primeira etapa da reconstituição da morte de PC Siqueira, realizada nesta quarta-feira (20/1), o caso segue cercado de dúvidas e novas linhas de investigação. A Polícia Civil de São Paulo (PCSP) terá até 60 dias para aprofundar as apurações, após a Justiça paulista reconhecer falhas na investigação que, inicialmente, havia concluído que o youtuber tirou a própria vida.

 

Em entrevista à imprensa, os advogados da família do influenciador afirmam que existem indícios que apontam para a possibilidade de homicídio. O resultado da perícia, ainda não divulgado oficialmente, teria identificado marcas de asfixia no pescoço de PC Siqueira que não seriam compatíveis com o objeto indicado na investigação encerrada em 2024.

 

Segundo o advogado Caio Muniz, o inquérito apontava o uso de uma cinta de catraca, semelhante às utilizadas para slackline, como instrumento do suposto suicídio. No entanto, de acordo com a defesa, a largura da fita não condiz com as lesões encontradas no pescoço da vítima. A suspeita agora é de que o influenciador possa ter sido estrangulado com o fio de um headset, utilizado como fone de ouvido profissional.

 

Ex-namorada pode ser peça-chave na investigação

 

Ainda conforme os advogados da família, a reconstituição da morte de PC Siqueira deverá passar por uma segunda etapa. Isso porque a Polícia Civil aguarda o comparecimento de Maria Luiza Watanabe, então namorada do youtuber, que estava no local no momento da morte e é considerada peça-chave para o avanço das investigações.

 

Em 2024, a Polícia Civil chegou a receber denúncias que indicavam possível envolvimento dela no caso. Pessoas próximas a PC Siqueira relataram que ele teria sido dopado com clonazepam dias antes da morte, além de ter sido isolado de amigos e familiares. As acusações também citam um suposto controle da vida pessoal e financeira do influenciador, além de incentivo ao uso de drogas.

 

À época, Maria Luiza Watanabe declarou à polícia que presenciou o momento em que PC Siqueira se enforcou e que tentou impedir o ato, mas teria sido empurrada. Ela também afirmou que o influenciador fazia uso excessivo de medicamentos e teria consumido cocaína nos dias que antecederam a morte.

 

Procurada pelo portal Metrópoles, a defesa de Maria Luiza Watanabe não se manifestou até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto para posicionamento.

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