quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Polícia

Acusado de matar jovem que filmou a própria morte vai a júri popular em Jataí

POR Marcos Paulo dos Santos | 27/08/2026
Acusado de matar jovem que filmou a própria morte vai a júri popular em Jataí
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Diego Fonseca Borges, acusado de matar Ielly Gabriele Alves, de 23 anos, enquanto ela gravava com o próprio celular, está sendo julgado por júri popular nesta quinta-feira (27), em Jataí, no sudoeste de Goiás. O crime aconteceu em novembro de 2023.

 

Ielly estava com o celular na mão e conversava com Diego quando foi atingida por um tiro no tórax. A gravação feita pela própria vítima registrou o momento do disparo e posteriormente se tornou uma das principais evidências do caso.

 

Após ser baleada, a jovem chegou a ser levada pelo então namorado ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.

 

Inicialmente, Diego afirmou à Polícia Militar que Ielly havia sido baleada por um homem que estava em uma motocicleta. Segundo a mãe da vítima, Olesiane Alves da Silva, ele também contou que o casal teria sido vítima de uma emboscada e chegou a abraçá-la após o crime.

 

Os policiais, no entanto, identificaram inconsistências no relato apresentado pelo acusado. Ele foi encaminhado à delegacia e, durante a investigação, o vídeo gravado no celular de Ielly foi encontrado.

 

À época do crime, Diego tinha 27 anos. De acordo com Olesiane, a filha manteve um relacionamento com ele durante aproximadamente um ano e sete meses. A relação, segundo a mãe, era conturbada e marcada por idas e vindas. Ela também afirmou que Ielly sabia que Diego possuía uma arma, mas não sabe se a filha tinha conhecimento de que ele estava armado naquele momento.

 

Em entrevista à TV Anhanguera, Olesiane falou sobre a perda da filha. “Eu costumo dizer: eu sou grata a Deus por eu estar aqui, por eu ainda ter pessoas pra cuidar, mas uma parte de mim se foi”, declarou.

 

A advogada Mirelle Gonsalez Maciel, responsável pela defesa de Diego, informou ao g1 que a expectativa é de que o julgamento possa durar até dois dias. A defesa também espera que o sigilo das votações seja preservado.

 

Este não é o primeiro júri do caso. Um julgamento realizado em dezembro de 2025 acabou cancelado após manifestações da plateia durante a sessão.

 

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