quarta-feira, 20 de maio de 2026

Possível “super El Niño” em 2026 preocupa cientistas e pode intensificar eventos extremos no mundo

POR Marcos Paulo dos Santos | 19/05/2026
Possível “super El Niño” em 2026 preocupa cientistas e pode intensificar eventos extremos no mundo
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Modelos climáticos internacionais indicam que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico tropical pode atingir níveis excepcionais ainda em 2026, em um cenário que já vem sendo comparado por cientistas ao chamado “super El Niño” de 1877-1878 — considerado uma das maiores catástrofes ambientais da história moderna.

 

Na época, secas severas, perdas agrícolas e crises alimentares contribuíram para a morte de mais de 50 milhões de pessoas em países como Índia, China e Brasil. Agora, especialistas alertam que, embora o mundo esteja mais preparado para prever o fenômeno, o aquecimento global pode tornar seus efeitos ainda mais intensos.

 

O El Niño ocorre quando as águas da região central e leste do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal. Essa mudança altera padrões atmosféricos em várias partes do planeta, influenciando chuvas, temperaturas e circulação dos ventos.

 

Os impactos variam conforme a região. Em algumas áreas, o fenômeno provoca estiagens prolongadas; em outras, aumenta o risco de temporais e enchentes. Também afeta diretamente a agricultura, a produção de energia e os preços dos alimentos.

 

Segundo centros meteorológicos internacionais, o episódio previsto para 2026 pode elevar a temperatura do Pacífico em até 3°C acima da média — índice associado aos eventos mais extremos já registrados.

 

Evento histórico marcou estudos climáticos

 

O super El Niño de 1877-1878 segue como referência histórica para pesquisadores. Estudos apontam que o fenômeno provocou secas simultâneas em diversas regiões tropicais, causando colapso de colheitas e agravando crises humanitárias em vários países.

 

Especialistas destacam, no entanto, que fatores políticos e econômicos também agravaram a tragédia na época, principalmente em países mais pobres e dependentes da agricultura local.

 

Aquecimento global pode agravar impactos

 

Cientistas afirmam que o planeta está hoje significativamente mais quente do que no século 19 devido às emissões de gases de efeito estufa. Isso faz com que fenômenos ligados ao El Niño possam ocorrer em uma atmosfera mais aquecida, aumentando o risco de ondas de calor, incêndios florestais, secas severas e tempestades extremas.

 

Além disso, alguns modelos climáticos sugerem que episódios extremos de El Niño podem se tornar mais frequentes nas próximas décadas.

 

Mundo possui mais tecnologia para monitoramento

 

Apesar das preocupações, especialistas ressaltam que atualmente há sistemas avançados de monitoramento climático. Satélites, sensores oceânicos e modelos meteorológicos permitem acompanhar diariamente as condições do Pacífico tropical e prever com meses de antecedência a formação de episódios intensos do fenômeno.

 

Isso ajuda governos, produtores rurais e empresas a se prepararem para possíveis impactos econômicos e ambientais. Ainda assim, pesquisadores alertam que um super El Niño pode gerar forte pressão sobre a segurança alimentar global, elevar preços internacionais e afetar cadeias produtivas em diversos países.

 

Especialistas defendem que a cooperação internacional será fundamental para reduzir impactos em áreas como agricultura, abastecimento de água, energia e ajuda humanitária.

 

 

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