segunda-feira, 30 de março de 2026
O ciclone tropical Narelle atingiu a costa da Austrália e provocou impactos significativos no setor energético e no clima da região. Além de deixar o céu avermelhado em áreas do oeste do país — fenômeno causado pela alta concentração de poeira e poluentes na atmosfera —, o sistema forçou a interrupção de atividades em duas das maiores usinas de gás natural liquefeito (GNL) do mundo.
As unidades de Gorgon e Wheatstone, operadas pela Chevron, estão paralisadas desde quinta-feira (26). Juntas, elas respondem por cerca de 5% da produção global de GNL, o que amplia a preocupação com o abastecimento internacional, especialmente em um momento de alta demanda.
Mesmo após o rebaixamento do ciclone para tempestade tropical neste sábado (28), as operações ainda não foram retomadas. Em nota, a Chevron informou que trabalha para restabelecer a produção, mas destacou que a retomada total depende de condições seguras.
O cenário se torna ainda mais delicado diante das tensões no Oriente Médio. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem causado interrupções no fornecimento de petróleo e gás, afetando diretamente o mercado global.
Um dos principais impactos ocorre no Qatar, segundo maior produtor mundial de GNL. O país registrou queda nas exportações, já que navios evitam o estreito de Hormuz, considerado uma rota estratégica e atualmente bloqueado por forças iranianas.
Com isso, os preços do gás natural liquefeito dispararam em diversas regiões, especialmente na Ásia, onde há forte dependência do combustível importado.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.
25/03/2026
El Niño deve voltar no segundo semestre e acende alerta para chuvas intensas no RS
Fenômeno climático pode repetir impactos registrados em 2024, com risco de enchentes e eventos extremos