domingo, 21 de junho de 2026

Perfis que atacaram jovem morta em salto sem cordas são retirados do ar após repercussão nacional

POR Thais Cabral | 21/06/2026
Perfis que atacaram jovem morta em salto sem cordas são retirados do ar após repercussão nacional

Foto: Reprodução

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Os perfis que publicaram comentários ofensivos e de teor criminoso sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, foram retirados do ar após a ampla repercussão do caso nas redes sociais. A jovem morreu no último sábado depois de ser lançada sem as cordas de segurança durante um salto de rope jump em uma ponte abandonada na zona rural de Limeira (SP).

 

As publicações geraram indignação entre internautas e chegaram ao conhecimento de parlamentares, que cobraram investigações sobre os responsáveis pelos conteúdos. Entre as mensagens divulgadas, havia comentários que faziam referência ao Instituto Médico Legal (IML) e sugeriam práticas criminosas contra o corpo da vítima.

 

A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) informou que acionou a Polícia Federal (PF) e classificou as postagens como crimes de misoginia e incitação à violência. Segundo ela, é necessário responsabilizar os autores e ampliar a fiscalização das plataformas digitais.

 

Também se manifestou a deputada Tábata Amaral (PSB-SP), que protocolou uma representação no Ministério Público Federal (MPF) pedindo apuração dos chamados crimes de ódio cibernéticos. Para a parlamentar, Maria Eduarda foi alvo de comentários misóginos mesmo após a morte.

 

Já a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) afirmou ter encaminhado as publicações à Polícia Federal e defendeu medidas mais rigorosas para combater conteúdos que promovam violência contra mulheres.

 

Entre os comentários denunciados estavam frases como “IML em festa” e outras mensagens que ironizavam a morte da jovem. Após a repercussão negativa e as denúncias, os perfis responsáveis pelas publicações deixaram de estar disponíveis nas plataformas.

 

Maria Eduarda morreu após um erro durante um salto de rope jump, modalidade de esporte radical praticada com cordas de segurança. O caso segue sendo investigado pelas autoridades.

 

 

*Com informações Jornal O Globo 

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