sexta-feira, 02 de janeiro de 2026
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O Ministério do Comércio da China anunciou a aplicação de uma nova tarifa de 55% sobre importações de carne bovina que ultrapassarem as cotas anuais estabelecidas. A medida entrou em vigor desde a ultima quarta-feira, 1º de janeiro de 2026, e afeta diretamente exportações do Brasil, além de Argentina, Uruguai e Estados Unidos, pelos próximos três anos.
De acordo com o governo chinês, a decisão é resultado de investigações que apontaram prejuízos à indústria pecuária nacional, provocados pelo excesso de oferta externa e pela redução da demanda interna, reflexo da desaceleração econômica do país. Para 2026, o Brasil terá uma cota de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina. Todo volume que ultrapassar esse limite será tributado com a nova alíquota elevada.
A medida gera preocupação especial em Goiás, estado que vive um momento de forte dependência do mercado chinês. Dados do levantamento Agro em Dados – dezembro de 2025, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), mostram que a China é o principal destino da carne bovina goiana, concentrando 32,8% do valor total exportado pelo estado entre janeiro e outubro de 2025.
O protagonismo chinês foi determinante para que Goiás registrasse um saldo positivo superior a US$ 1,7 bilhão nas exportações da proteína bovina no período. Ao todo, o estado embarcou 340,2 mil toneladas de carne bovina nos primeiros dez meses do ano, consolidando um crescimento histórico do setor.
Com a nova tarifa, o mercado acompanha com atenção os possíveis impactos sobre a competitividade da carne goiana, os preços internacionais e o desempenho das exportações em 2026.
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