quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Julio Casares não é mais presidente do São Paulo Futebol Clube. O dirigente anunciou a renúncia ao cargo nesta quarta-feira (21), por meio de uma publicação nas redes sociais, encerrando oficialmente sua passagem pelo comando do executivo tricolor.
A decisão foi tomada após Casares ser derrotado na votação do Conselho Deliberativo, realizada na última sexta-feira, que aprovou o prosseguimento do processo de impeachment. Antes que a assembleia geral de sócios fosse convocada para confirmar a destituição, o agora ex-presidente optou por formalizar a renúncia, o que automaticamente cancelou a realização da assembleia.
No Conselho, 188 conselheiros votaram a favor do impeachment, enquanto 45 se posicionaram contra e dois votaram em branco. A sessão foi marcada por protestos de torcedores contrários à gestão de Casares.
Com a saída do presidente, o vice Harry Massis Junior, de 80 anos, assume o comando do clube até o fim do mandato, previsto para dezembro de 2026.
O pedido de impeachment foi protocolado no dia 23 de dezembro, pouco antes do Natal, com 57 assinaturas de conselheiros. A iniciativa partiu do grupo de oposição Salve o Tricolor Paulista, mas também contou com o apoio de 13 conselheiros ligados à situação.
Paralelamente à crise política no clube, a Polícia Civil mantém investigações em andamento envolvendo o São Paulo Futebol Clube e Julio Casares. Um dos inquéritos apura supostas irregularidades no departamento de futebol. Outro investiga movimentações financeiras, incluindo o recebimento de R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro nas contas pessoais de Casares.
Há ainda apuração sobre 35 saques realizados em contas do clube entre os anos de 2021 e 2025, que somam aproximadamente R$ 11 milhões. As investigações seguem em andamento.
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