sexta-feira, 31 de julho de 2026
O Pix passou a ser aceito em estabelecimentos comerciais de oito países da América do Sul, América do Norte e Europa. A novidade é resultado de parcerias entre fintechs brasileiras, instituições financeiras e empresas responsáveis pelas maquininhas de pagamento no exterior.
A funcionalidade está disponível para usuários de aplicativos de bancos brasileiros e pode ser utilizada em comércios do Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França.
O serviço está concentrado principalmente em destinos turísticos e locais frequentemente visitados por brasileiros. Na América do Sul, a modalidade já pode ser usada em hotéis, restaurantes, centros de esqui e lojas de fronteira. Já nos Estados Unidos e na Europa, o pagamento está disponível em estabelecimentos de cidades como Miami, Orlando, Lisboa, Madri e Paris.
Apesar da expansão, o Banco Central alerta que não existe um "Pix internacional" oficial operado pelo Governo Federal fora do Brasil. As transações são viabilizadas por empresas autorizadas a operar câmbio, conhecidas como eFX, que fazem a conversão do valor em tempo real entre as moedas.
Um dos principais atrativos da modalidade é o custo. Enquanto compras internacionais feitas com cartão de crédito estão sujeitas à cobrança de 5,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além da cotação do dólar turismo, os pagamentos via Pix utilizam o câmbio comercial, o que pode reduzir os custos da operação.
A ampliação do serviço depende de acordos firmados em cada país. No Chile, por exemplo, a fintech PagBrasil atua em parceria com a credenciadora VirtualPOS, permitindo pagamentos por QR Code em milhares de terminais. Na Argentina, o Banco do Brasil firmou uma parceria com o Banco Patagonia, tornando possível o uso do Pix em mais de 6 mil estabelecimentos comerciais.
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