sexta-feira, 06 de novembro de 2026

Economia

Ministério da Saúde garante 20 mil doses da vacina contra mpox para reforçar SUS

POR | 06/11/2026

O Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses da vacina contra mpox, por meio do Fundo Rotatório da Opas, para ampliar o estoque estratégico do SUS. Em 2026 o país registrou 665 casos, 94% menos que em 2022, mantendo a necessidade de vigilância e imunização de grupos de risco.

Ministério da Saúde garante 20 mil doses da vacina contra mpox para reforçar SUS
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Segundo o Ministério da Saúde, foi aprovada a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a mpox, utilizando recursos do Fundo Rotatório da Organização Pan?Americana da Saúde (Opas) em parceria com a própria entidade. A medida tem como objetivo reforçar o estoque estratégico do imunizante e assegurar a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com dados oficiais, em 2026 o Brasil contabilizou 665 casos de mpox, número 94% inferior ao registrado em 2022, quando foram confirmadas mais de 10 mil ocorrências. Apesar da queda, a vigilância continua necessária e o estoque de vacinas deve atender às demandas identificadas nos estados.

A estratégia nacional de vacinação prioriza, conforme a secretaria de Saúde, pessoas vivendo com HIV/AIDS que apresentem contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, grupo com maior risco de desenvolver formas graves da doença. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas.

Além do grupo prioritário, as doses remanescentes podem ser destinadas a pessoas vivendo com HIV/AIDS com CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré?exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.

A mpox é uma doença viral transmitida principalmente por contato próximo com indivíduos infectados, por meio de lesões cutâneas, fluidos corporais e secreções respiratórias. Objetos contaminados, como roupas e lençóis, também podem propagar o vírus. Os sintomas incluem febre, dores no corpo, cansaço, linfonodos aumentados e lesões que evoluem para bolhas e crostas. Na maioria dos casos a infecção se resolve espontaneamente, e o tratamento visa aliviar os sintomas e cuidar das lesões.

Para prevenir a transmissão, a orientação é evitar contato físico direto com lesões na pele ou mucosas de pessoas suspeitas ou confirmadas, bem como abstinência de contato íntimo e relações sexuais até avaliação por profissional de saúde. Quem se enquadra nos grupos prioritários deve procurar o Centro de Referência de Saúde onde já realiza acompanhamento, realizar cadastro e aguardar o agendamento da vacinação.

Fonte: A Redação.

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