quarta-feira, 18 de março de 2026
O avanço no preço do diesel reacendeu o alerta no transporte rodoviário e levou caminhoneiros e entidades do setor a discutirem uma nova paralisação nacional, ainda sem data definida. Desde o fim de fevereiro, o combustível acumula alta de 18,86%, em meio aos reflexos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no mercado internacional do petróleo.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) declarou apoio ao movimento e cobrou do governo federal medidas para frear o que considera aumentos abusivos no valor do diesel.
As articulações são lideradas pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e pelo Sindicato dos Caminhoneiros de Santos (Sindicam). Segundo Wallace Landim, presidente da Abrava, conhecido como Chorão, representantes de vários estados participaram de uma assembleia e autorizaram o avanço da mobilização.
O governo federal acompanha o cenário e já admite o risco de greve. Como tentativa de reduzir a pressão, o Planalto anunciou na última quinta-feira (12) a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel. Mesmo assim, na sequência, a Petrobras aplicou reajuste de 11,6% no preço do combustível nas refinarias.
A possibilidade de paralisação também ganhou apoio de parlamentares. O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) defendeu a greve durante discurso no plenário da Câmara, na terça-feira (17), e afirmou que o país está “à beira de uma paralisação nacional do transporte de base”.
Já o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) manifestou apoio ao movimento nas redes sociais. Ele chegou a dizer que a paralisação começaria nesta quinta-feira (19), mas, até o momento, a data não foi confirmada oficialmente pelas entidades envolvidas.
Diante da escalada da crise, o governo anunciou novas ações. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, informou que a Polícia Federal abriu inquérito para investigar possíveis crimes contra consumidores e contra a ordem econômica, após denúncias de oscilações nos preços dos combustíveis.
Além disso, o Ministério dos Transportes informou que o ministro Renan Filho e o diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, devem anunciar nesta quarta-feira (18) medidas para reforçar a fiscalização do piso mínimo do frete e responsabilizar infratores reincidentes.
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