sexta-feira, 17 de abril de 2026
A quantidade de brasileiros que vivem de aluguel cresceu mais de 11 milhões nos últimos nove anos. Em 2016, esse grupo somava 35 milhões de pessoas. Já em 2025, o número chegou a 48,7 milhões.
Apesar de a moradia própria ainda ser maioria no país, esse grupo encolheu no mesmo período. Em 2016, 137,9 milhões de brasileiros moravam em imóveis quitados. Em 2025, esse total caiu para 129,8 milhões.
Quando se observa a participação dos tipos de moradia no total de domicílios, os imóveis alugados também avançaram. Em 2016, casas e apartamentos alugados representavam 18,4% do total. Em 2025, esse percentual subiu para 23,8%.
Já os imóveis próprios e totalmente pagos caíram de 66,8% para 60,2%. Por outro lado, os imóveis próprios ainda em processo de pagamento aumentaram de 6,2% para 6,8%.
No acumulado entre 2016 e 2025, o número de moradias alugadas avançou 54,1%, crescimento bem acima das demais formas de ocupação. No mesmo intervalo, os imóveis próprios quitados cresceram 7,3%, enquanto os financiados tiveram alta de 31,2%.
Os domicílios cedidos correspondiam a 8,9% do total em 2025. Já outras formas de ocupação, como invasões, tiveram participação residual de 0,3%.
Apartamentos lideram crescimento do aluguel
O avanço do aluguel foi mais intenso entre os apartamentos. Em 2016, 30,4% deles eram ocupados por inquilinos. Em 2025, esse percentual chegou a 38,9%.
Nas casas, o aumento também foi registrado, mas de forma mais moderada: passou de 16,3% para 20,6% no mesmo período.
Mesmo assim, as casas seguem como maioria no Brasil. Elas representam 82,7% dos domicílios, o equivalente a 65,6 milhões de imóveis. Os apartamentos correspondem a 17,1%, somando 13,6 milhões.
Ainda assim, o número de apartamentos cresceu em ritmo mais acelerado. Entre 2016 e 2025, a alta foi de 48,7%. Já o total de casas aumentou 14,2%.
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