quarta-feira, 22 de abril de 2026

Economia

Alta do combustível faz companhias aéreas cancelarem mais de 2 mil voos no Brasil

POR Thais Cabral | 22/04/2026
Alta do combustível faz companhias aéreas cancelarem mais de 2 mil voos no Brasil

Foto: Reprodução

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O aumento expressivo no preço do petróleo no mercado internacional e o reajuste no querosene de aviação já começam a impactar diretamente o transporte aéreo no Brasil. Companhias aéreas suspenderam mais de 2 mil voos programados para o mês de maio, conforme levantamento baseado em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

 

Entre os estados mais afetados estão Amazonas, com redução de 17,5% nas operações, seguido por Pernambuco (-10,5%), Goiás (-9,3%), Pará (-9,0%) e Paraíba (-8,9%).

 

De acordo com executivos do setor, os cortes têm atingido principalmente rotas menos rentáveis, enquanto trechos mais movimentados, como São Paulo–Rio de Janeiro e São Paulo–Brasília, seguem praticamente preservados. Ainda assim, há preocupação de que a redução possa se ampliar, dependendo do impacto financeiro causado pelos custos elevados.

 

O principal fator por trás da decisão é o aumento de 54% no preço do querosene de aviação, reajustado pela Petrobras no dia 1º de abril. A estatal realiza revisões mensais, e já há expectativa de um novo aumento no início de maio, que pode chegar a cerca de 20%, conforme estimativas preliminares.

 

Dados do sistema Siros, da Anac, mostram que inicialmente estavam previstos 2.193 voos diários para maio. No entanto, em nova consulta realizada no dia 17 de abril, esse número caiu para 2.128 voos por dia — o que representa uma redução de aproximadamente 2 mil voos no total do mês, ou 2,9% da malha aérea.

 

Apesar de parecer um recuo pequeno, o impacto é significativo: cerca de 10 mil assentos deixam de ser ofertados diariamente, além da retirada de aproximadamente 12 aeronaves de médio porte de circulação.

 

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) classificou os efeitos do aumento no combustível como “gravíssimos” e informou que mantém diálogo com o governo federal em busca de alternativas para reduzir os impactos aos passageiros. Segundo a entidade, as companhias seguem tentando implementar medidas anunciadas recentemente para amenizar os custos do setor.

 

 

*Com informações CNN

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