quinta-feira, 02 de julho de 2026
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) divulgou nesta segunda-feira (29) o primeiro boletim com as projeções detalhadas sobre o fenômeno El Niño em 2026. Elaborado em parceria com órgãos federais, o documento aponta um cenário de aquecimento significativo das águas do Oceano Pacífico Equatorial, com temperaturas superiores a 2°C próximas à costa da América do Sul, característica típica do fenômeno.
Segundo o boletim, entre os meses de julho e setembro, a tendência é de chuvas acima da média na Região Sul do Brasil. Já nas regiões Centro e Norte, a previsão é de precipitações abaixo da média histórica para o período.
Além das alterações no regime de chuvas, o levantamento indica alta probabilidade de aumento das ondas de calor extremo e do risco de incêndios florestais durante os próximos meses.
Os modelos climáticos também apontam mais de 90% de chance de o El Niño permanecer ativo até o início de 2027. Há ainda possibilidade de o fenômeno atingir forte intensidade, o que reforça a necessidade de monitoramento contínuo e da adoção de medidas preventivas para reduzir impactos na agricultura, nos recursos hídricos e em outros setores.
O boletim foi produzido em conjunto pelo INMET, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), Serviço Geológico do Brasil (SGB) e Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC).
De acordo com os órgãos responsáveis, novos boletins serão divulgados mensalmente para acompanhar a evolução do fenômeno e fornecer informações técnicas que auxiliem autoridades e gestores na tomada de decisões diante dos possíveis impactos climáticos.
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