sábado, 10 de janeiro de 2026
Foto: Divulgação/Hospital Estadual da Mulher
Dois irmãos gêmeos siameses, Marcos e Mateus, nascidos na última terça-feira (6/1), em Goiás, morreram nesta quinta-feira (8/1) após apresentarem graves complicações de saúde decorrentes de procedimentos cirúrgicos realizados nos últimos dias.
Os bebês nasceram unidos pelo tórax, abdômen e bacia, uma condição rara e considerada de alta complexidade. Eles estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do Hospital Estadual da Mulher (Hemu), em Goiânia, onde ocorreu o parto.
A mãe passa bem após o nascimento, mas os recém-nascidos precisaram ser submetidos a cirurgias na quarta-feira (7/1). Os procedimentos contaram com a participação do deputado federal e médico pediatra Zacharias Calil (União Brasil-GO), referência nacional em cirurgias pediátricas de alta complexidade.
De acordo com informações divulgadas pelo próprio médico, o caso era extremamente delicado. Os bebês eram classificados como isquiópagos triplos, unidos pela região pélvica, com três pernas, além de apresentarem ânus imperfurado — uma malformação congênita caracterizada pela ausência da abertura anal.
Diante do quadro, a equipe médica realizou uma colostomia, procedimento que cria uma abertura no intestino para eliminação das fezes por meio de uma bolsa coletora, além de uma vesicostomia, técnica utilizada para permitir a drenagem da urina diretamente da bexiga. Segundo a diretora técnica do Hemu, Cristiane Carvalho, a cirurgia ocorreu conforme o esperado.
No entanto, durante a madrugada desta quinta-feira, um dos bebês apresentou complicações graves e sofreu de três a quatro paradas cardiorrespiratórias, não resistindo e vindo a óbito ainda pela manhã.
Com o outro recém-nascido ainda vivo, a equipe médica optou por uma cirurgia de emergência para a separação dos corpos. Apesar dos esforços, o bebê também sofreu paradas cardíacas durante o procedimento e morreu no início da noite.
O caso mobilizou uma grande equipe multiprofissional e reforça os desafios enfrentados em situações de malformações raras e de extrema complexidade na neonatologia.
*Com informações Correio Brasiliense
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