terça-feira, 13 de outubro de 2026
O cantor Netinho, um dos principais nomes da axé music brasileira, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador, na Bahia. O artista enfrentava um câncer no sistema linfático há mais de um ano.
De acordo com a assessoria do cantor, Netinho estava em tratamento contra um linfoma não Hodgkin do tipo B. Nos últimos meses, seu estado de saúde se agravou, evoluindo para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
Por vontade do próprio artista, o velório e a cremação serão realizados de maneira reservada, com a presença apenas de familiares e amigos próximos.
Trajetória marcada por grandes sucessos
Natural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Netinho nasceu em 12 de julho de 1966 e se mudou para Salvador aos 10 anos. Ainda adolescente, começou a se interessar pela música e ganhou seu primeiro violão aos 14 anos.
A carreira profissional ganhou destaque em 1988, quando assumiu os vocais da Banda Beijo e conquistou o público com a música "Beijo na Boca". Posteriormente, lançou outros sucessos, como "Fim de Semana", "Estrela Primeira" e "A Vida é Festa".
Em 1993, iniciou carreira solo e, três anos depois, lançou "Milla", considerada sua canção mais conhecida e um dos grandes clássicos da axé music. O sucesso levou o artista a apresentações internacionais e contribuiu para a popularização do gênero fora do Brasil.
Além dos palcos, Netinho também atuou como empresário no setor musical, investindo em um estúdio de gravação no Rio de Janeiro e na criação de um selo voltado à valorização de novos talentos baianos.
Luta contra o câncer
O diagnóstico de câncer no sistema linfático foi anunciado publicamente em março de 2025, após uma internação em Salvador motivada por fortes dores nas pernas. Desde então, o cantor compartilhava nas redes sociais momentos do tratamento e atualizações sobre sua saúde.
Netinho deixa uma filha, Bruna Trindade, fruto de seu casamento com a jornalista Mariana Trindade.
Com uma trajetória marcada por sucessos que atravessaram gerações, o cantor deixa um legado importante para a música brasileira, especialmente para a história do axé.
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