terça-feira, 28 de julho de 2026

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REFLEXOS DA LEI 2628/22: A ADULTIZAÇÃO DE CRIANÇAS E O ECA DIGITAL

POR Cairo Santos | 28/07/2026
REFLEXOS DA LEI 2628/22: A ADULTIZAÇÃO DE CRIANÇAS E O ECA DIGITAL

Foto: Magnific

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A aprovação da Lei 2628 de 2022,em 27 de julho de 2025, que aborda a adultização de crianças e adolescentes e estabelece diretrizes para o uso da internet, representa um avanço significativo na proteção dos direitos dos jovens em um mundo digital cada vez mais complexo. No entanto, a questão que se impõe é: como essa lei tem sido aplicada na prática?

 

A Lei, também conhecida como ECA Digital, surgiu em resposta à crescente preocupação com os riscos que crianças e adolescentes enfrentam online, incluindo cyberbullying, exploração sexual e exposição a conteúdos inadequados. Ao estabelecer normas claras sobre o uso da internet e a responsabilidade de plataformas digitais, a legislação busca criar um ambiente mais seguro para os jovens.

 

Desde sua aprovação, no entanto, a aplicação efetiva da lei tem sido um desafio. Muitas vezes, as diretrizes não são seguidas de maneira rigorosa, e a fiscalização por parte das autoridades competentes é insuficiente. Além disso, a conscientização sobre os direitos e deveres estabelecidos pela lei ainda é baixa entre pais, educadores e jovens. Sem uma educação digital adequada, os adolescentes podem não compreender plenamente os riscos que correm e as ferramentas disponíveis para sua proteção.

 

Outro ponto crucial é a responsabilidade das plataformas digitais. A lei exige que essas empresas adotem medidas para proteger os usuários mais jovens, mas a implementação dessas medidas muitas vezes esbarra em questões financeiras e na falta de vontade política. As redes sociais, por exemplo, precisam ser transparentes em suas práticas de moderação e em como lidam com conteúdos prejudiciais.

 

Além disso, a adultização de crianças, um fenômeno que se intensifica com a exposição precoce a conteúdos adultos e a pressão por comportamentos típicos de adultos, é um aspecto que a lei busca combater. No entanto, a cultura digital e a influência das redes sociais ainda promovem essa adultização, tornando a tarefa de proteção ainda mais complexa.

 

Portanto, embora a Lei represente um passo importante na direção certa, sua eficácia dependerá de um esforço conjunto entre governo, sociedade civil, plataformas digitais e famílias. É fundamental que todos os envolvidos se comprometam a promover um ambiente digital seguro e saudável para as crianças e adolescentes. A proteção dos direitos dos jovens na era digital não é apenas uma responsabilidade legal, mas uma questão ética que exige ação imediata e contínua.

 

Este texto não reflete necessariamente a opinião do Jornal Somos.

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