quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
Foto: Freepik
Em uma sociedade que frequentemente associa produtividade apenas à juventude, é urgente reconhecer o papel fundamental da mão de obra acima dos 65 anos. Esses profissionais carregam consigo não apenas décadas de experiência, mas também uma visão de mundo que enriquece qualquer ambiente de trabalho.
A longevidade crescente e os avanços na saúde permitem que muitos idosos mantenham plena capacidade física e intelectual. Em setores como educação, artesanato, agricultura, comércio e serviços, o conhecimento acumulado se traduz em qualidade, precisão e sabedoria prática. Mais do que força de trabalho, eles oferecem algo raro: a capacidade de ensinar, orientar e inspirar.
Valorizar essa mão de obra é também combater preconceitos. O etarismo, ainda presente em muitas empresas, ignora que a diversidade geracional é um motor de inovação. Jovens trazem energia e novas ideias; os mais velhos oferecem estabilidade, memória institucional e resiliência. Juntos, constroem equipes mais completas e criativas.
Além disso, manter pessoas acima dos 65 anos ativas no mercado é uma estratégia econômica inteligente. Com o envelhecimento populacional, excluir essa parcela da sociedade significa desperdiçar talento e aumentar a pressão sobre sistemas de previdência e saúde. Ao contrário, integrá-los fortalece a economia e promove inclusão social.
Portanto, é hora de enxergar o trabalho sênior não como exceção, mas como oportunidade. Cada mão calejada, cada olhar experiente, cada história vivida é um patrimônio que não pode ser deixado de lado. A sociedade que valoriza seus idosos é também a que constrói um futuro mais justo e sustentável. Empresários, pense nisso!
Este texto não reflete necessariamente a opinião do Jornal Somos.