quarta-feira, 18 de março de 2026

O QUE LEVA A BRASIL A FIGURAR ENTRE OS PAÍSES COM MAIOR NÚMERO ABSOLUTO DE FEMINICIDIOS NO MUNDO

POR Cairo Santos | 18/03/2026
O QUE LEVA A BRASIL A FIGURAR ENTRE OS PAÍSES COM MAIOR NÚMERO ABSOLUTO DE FEMINICIDIOS NO MUNDO
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O Brasil está entre os países com o maior número absoluto de feminicídios no mundo. É claro que isso preocupa. Em 2025 foram 1.470 casos, cerca de 4 mulheres assassinadas por dia. O número coloca o Brasil em situação crítica e expõe falhas estruturais no enfrentamento da violência de gênero.

 

A (UNODC), órgão da ONU, estima que 85 mil mulheres sejam assassinadas por ano no mundo, sendo 60% por parceiros íntimos ou familiares.

 

O Brasil aparece com 3,9 por 100 mil, com números absolutos muito superiores devido à sua população.

 

Os números de 2025 representam um crescimento de 316% desde 2015, quando a tipificação foi criada.

 

 Estados com maiores registros: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

 

Fazendo uma análise crítica percebo uma contradição central: o Brasil não lidera em taxa proporcional, mas o número absoluto é um dos maiores do mundo, revelando a escala da violência. Uma das causas com certeza são falhas de politicas públicas muitas vezes insuficientes e baixa efetividade das medidas protetivas e subfinanciamento de programas de acolhimentos.

 

Outro fator é a judicialização limitada visto que embora a tipificação de feminicídio exista desde 2015, a aplicação da lei ainda enfrenta resistência e morosidade.

 

Acredito que os principais caminhos para solução do problema são: Fortalecer políticas de prevenção: educação de gênero, campanhas públicas e programas de proteção.

 

- Aprimorar a resposta institucional: maior integração entre polícia, justiça e serviços sociais.

 

- Responsabilização efetiva: reduzir a impunidade e garantir celeridade nos julgamentos.

 

- Comparação internacional: aprender com países que reduziram índices por meio de políticas integradas (como Espanha e Canadá).

 

O que eu apresentei aqui exige reflexão sobre a dimensão estrutural da violência de gênero e sobre a urgência de políticas públicas mais robustas e eficazes.

 

Este texto não reflete necessariamente a opinião do Jornal Somos.

 

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