quinta-feira, 16 de julho de 2026

Colunas

O PERIGO DA COMPULSÃO POR JOGOS ELETRÔNICOS: MUITO ALÉM DO LÚDICO

POR Cairo Santos | 16/07/2026
O PERIGO DA COMPULSÃO POR JOGOS ELETRÔNICOS: MUITO ALÉM DO LÚDICO

Foto: Magnific

V

Vivemos em uma era onde os jogos eletrônicos se tornaram parte integrante do cotidiano de milhões de pessoas. O entretenimento digital oferece diversão, desafios intelectuais e socialização, mas é crucial reconhecer que, para alguns, essa prática ultrapassa os limites do saudável e se transforma em uma armadilha perigosa.

 

A compulsão por jogos eletrônicos, caracterizada pelo uso excessivo e descontrolado, pode levar a consequências devastadoras. Quando o prazer momentâneo se transforma em dependência, o indivíduo corre o risco de perder não apenas tempo e saúde, mas também tudo que é essencial para a sua vida — finanças, família e dignidade.

 

Casos de pessoas que faliram financeiramente devido a apostas e compras indiscriminadas dentro dos jogos já são alarmantes. A busca por recompensas virtuais pode impulsionar gastos exorbitantes, muitas vezes financiados por empréstimos ou até pela venda de bens pessoais. Essa perda material se agrava quando rompe laços familiares, já que negligência, conflitos constantes e isolamento social passam a dominar o ambiente doméstico.

 

Além do aspecto financeiro e das relações, há também o abalo na autoestima e na dignidade do indivíduo. A compulsão destrói sonhos, paralisa projetos pessoais e profissionais e pode levar a quadros de depressão e ansiedade. A ilusão de controle dentro do jogo não se sustenta na vida real, criando um ciclo vicioso difícil de romper.

 

É fundamental que a sociedade, as famílias e os próprios jogadores reconheçam os sinais dessa dependência e busquem ajuda profissional. Mais do que demonizar os jogos eletrônicos, é necessário compreender que o problema está no uso desequilibrado e descontrolado. A informação, o diálogo e o suporte são os primeiros passos para evitar que o lazer se transforme em uma armadilha.

 

Os jogos podem e devem ser uma fonte de prazer e aprendizado, mas nunca um motivo para destruição pessoal.

 

Este texto não reflete necessariamente a opinião do Jornal Somos.

 

COMPARTILHE: