quinta-feira, 18 de junho de 2026

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MENORES NO VOLANTE: UM RISCO DESNECESSÁRIO

POR Cairo Santos | 18/06/2026
MENORES NO VOLANTE: UM RISCO DESNECESSÁRIO
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No momento em que um projeto de lei tramita na Câmara Federal propondo a permissão para que menores de 16 anos possam dirigir, é essencial parar para refletir criticamente sobre as implicações dessa medida.

 

Dirigir não é apenas uma questão técnica; trata-se de uma responsabilidade enorme, que envolve consciência, maturidade, controle emocional e preparo para lidar com situações de risco no trânsito. A idade mínima atualmente estabelecida — 18 anos — tem respaldo científico e legislativo que visa proteger a vida, tanto dos jovens condutores quanto de todos os demais usuários das vias.

 

Permitir que adolescentes com menos de 16 anos assumam essa função, antes mesmo de atingirem o desenvolvimento neurológico pleno, pode ser um convite a um aumento nas estatísticas de acidentes, muitos deles fatais. Sabemos que jovens, por sua faixa etária, tendem a ter maior propensão a comportamentos de risco e ainda estão em processo de formação da percepção de consequências.

 

Além do perigo imediato, essa flexibilização das regras pode banalizar a importância da educação para o trânsito e prejudicar campanhas de conscientização que, há anos, buscam reduzir acidentes. O trânsito seguro exige regras claras e a responsabilização do condutor, algo que pode ficar comprometido com medidas que, no fim das contas, colocam em xeque a segurança pública.

 

Mais do que um debate sobre liberdade ou facilitação de acesso, a análise desse projeto deve priorizar dados, eficiência das políticas públicas e, acima de tudo, o direito à vida e à segurança das pessoas. É fundamental que a Câmara Federal avalie cuidadosamente os impactos e que a sociedade civil participe ativamente dessa discussão, protegendo nossos jovens e toda a população que compartilha as ruas.

 

Autorizar menores de 16 anos a dirigir não é um avanço; é um retrocesso em termos de segurança no trânsito. Precisamos avançar com responsabilidade, não com riscos desnecessários.

 

Este texto não reflete necessariamente a opinião do Jornal Somos.

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