quinta-feira, 03 de abril de 2025
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Nos últimos anos, a relação entre alimentação e saúde mental tem ganhado destaque nas discussões sobre bem-estar. Estudos recentes indicam que a má alimentação pode ser um fator determinante no aumento do risco de depressão, uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. Essa conexão nos leva a refletir sobre a importância de uma dieta equilibrada não apenas para o corpo, mas, sobretudo, para a mente.
O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares, gorduras saturados e aditivos químicos, tem se tornado uma prática comum na vida moderna. Esses alimentos, além de prejudicarem a saúde física, podem impactar negativamente a química cerebral, afetando neurotransmissores como a serotonina, frequentemente chamada de "hormônio da felicidade". A deficiência de nutrientes essenciais, como ácidos graxos ômega-3, vitaminas do complexo B e minerais como magnésio e zinco, pode contribuir para o desenvolvimento de sintomas depressivos. Além disso, o padrão alimentar está diretamente relacionado ao estilo de vida. A correria do dia a dia muitas vezes impede que as pessoas façam escolhas saudáveis, resultando em uma dieta pobre em nutrientes e ricas em calorias vazias. Essa situação se agrava em um cenário onde o estresse e a ansiedade são cada vez mais comuns, criando um ciclo vicioso que pode culminar em problemas sérios de saúde mental. É essencial que a sociedade comece a perceber a alimentação como uma aliada na prevenção e tratamento da depressão. Incentivar uma dieta rica em frutas, verduras, grãos integrais e proteínas magras podem não apenas melhorar a saúde física, mas também promover um estado mental mais equilibrado.
A educação nutricional e a conscientização sobre a importância de escolhas alimentares saudáveis devem ser priorizadas, tanto nas escolas quanto nas campanhas de saúde pública. Portanto, ao avaliarmos a influência da má alimentação sobre o risco de depressão, é imprescindível que adotemos uma abordagem holística. Cuidar da mente e do corpo deve ser uma prioridade, e isso começa no prato. Assim, ao tomarmos decisões mais conscientes sobre o que comemos, podemos não apenas melhorar nossa saúde, mas também contribuir para a construção de uma sociedade mais saudável e feliz.
Um estudo feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo(FMUSP), separou pelos pesquisadores três períodos de avaliação (ondas): 2008 a 2010, 2012 a 2014 e 2017 a 2019. Foi observado que, dentre os 13.870 participantes anteriormente livres da doença, o grupo que consumia alimentos não processados ou minimamente processados não apresentou depressão em nenhuma das ondas avaliadas.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão afeta quase 6% da população brasileira, o que corresponde a cerca de 12 milhões de pessoas. No mundo, são mais de 300 milhões de diagnósticos.
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