quarta-feira, 08 de julho de 2026

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ENTRE PRECONCEITO E DIGNIDADE: O STF PRECISA ESCOLHER

POR Cairo Santos | 08/07/2026
ENTRE PRECONCEITO E DIGNIDADE: O STF PRECISA ESCOLHER

Foto: Freepik

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O julgamento sobre cannabis medicinal no Supremo não é apenas uma questão jurídica — é um teste de humanidade. Quando milhares de famílias precisam recorrer à Justiça para garantir acesso a um tratamento que já demonstrou eficácia, estamos diante de um fracasso do Estado.

 

É vergonhoso que pacientes com epilepsia, dores crônicas e doenças raras tenham que implorar por decisões judiciais para obter medicamentos. O Brasil insiste em tratar a cannabis como tabu, enquanto países desenvolvidos já a incorporaram em suas políticas de saúde pública.

 

O argumento de que liberar o acesso seria “abrir a porta para a maconha recreativa” é um espantalho retórico. Misturar o debate medicinal com o recreativo é uma forma de manter o preconceito e atrasar o avanço científico. O STF tem a chance de romper essa barreira e afirmar que o direito à saúde não pode ser refém de dogmas morais.

 

Se o Congresso se omite, cabe ao Judiciário dar resposta. Não é sobre legalizar drogas, é sobre garantir dignidade. O Brasil não pode continuar punindo pacientes com dor em nome de um conservadorismo que fecha os olhos para a ciência.

 

O STF decidirá se o país continuará condenando seus cidadãos a sofrer ou se finalmente reconhecerá que a cannabis medicinal é, antes de tudo, uma questão de humanidade.

 

Este texto não reflete necessariamente a opinião do Jornal Somos.

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