sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Os Correios, outrora orgulho nacional, hoje são um retrato da decadência de uma estatal que não soube acompanhar o tempo. A empresa que já simbolizou integração e confiança agora acumula prejuízos bilionários, vende imóveis para pagar dívidas e depende de socorro do Tesouro. O que era símbolo de soberania virou sinônimo de atraso.
A derrocada não é obra do acaso. É resultado de três fatores combinados:
A pergunta que se impõe é dura: vale a pena salvar os Correios? Se a resposta for sim, será preciso coragem para uma reestruturação radical, com cortes profundos, modernização tecnológica e foco em logística digital. Se a resposta for não, então que se assuma a privatização como caminho inevitável, sem meias palavras. O que não dá é manter a empresa como um paciente em coma, respirando por aparelhos pagos pelo contribuinte.
Os Correios são mais que uma empresa: são parte da memória nacional. Mas memória não paga contas. O Brasil precisa decidir se quer preservar esse símbolo adaptado ao século XXI ou se vai deixá-lo virar peça de museu. A crise dos Correios é, no fundo, um espelho da nossa dificuldade em lidar com o novo: insistimos em salvar o passado, mesmo quando o futuro já bate à porta.