quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

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A SOMBRA DE UMA INVASÃO: GROELÂNDIA NO TABULEIRO GEOPOLÍTICO

POR Cairo Santos | 21/01/2026
A SOMBRA DE UMA INVASÃO: GROELÂNDIA NO TABULEIRO GEOPOLÍTICO
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A possibilidade de os Estados Unidos cogitarem uma invasão da Groenlândia soa como um eco dos tempos mais sombrios da Guerra Fria. O território, estratégico pela sua posição no Atlântico Norte e pelas riquezas minerais ainda pouco exploradas, tornou-se súbita peça central de especulações diplomáticas e militares.

 

O mundo observa com apreensão. Uma ação unilateral americana não seria apenas um gesto de força contra a Dinamarca, que administra a ilha, mas também um desafio direto às normas internacionais que regem a soberania dos povos. A Groenlândia, com sua população majoritariamente inuíte, já luta por maior autonomia; vê-se agora transformada em palco de disputas que pouco consideram sua voz.

 

As consequências de uma eventual invasão seriam devastadoras:

 

  • Na política internacional, abriria uma crise sem precedentes na OTAN, colocando aliados em rota de colisão.
  • Na economia, o mercado global de energia e minerais sofreria abalos, com a militarização de rotas marítimas estratégicas.
  • Na diplomacia, reforçaria a percepção de que o direito internacional é frágil diante da força das grandes potências.

 

Mais do que uma questão territorial, trata-se de um teste à ordem mundial. Se a soberania da Groenlândia pode ser posta em xeque, que garantias restam para países menores diante das ambições das superpotências?

 

O episódio revela um paradoxo: em pleno século XXI, quando se fala em cooperação climática e integração global, ainda paira a ameaça de que a lógica da conquista territorial volte a ditar os rumos da política internacional.

 

Este texto não reflete necessariamente a opinião do Jornal Somos.

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