terça-feira, 03 de novembro de 2026
O valor do feijão-preto subiu pelo terceiro mês consecutivo, alcançando o maior nível nominal dos últimos vinte e quatro meses, impulsionado pela oferta restrita na entressafra e pelas chuvas que atrapalharam a colheita em São Paulo e Paraná; já o feijão-carioca apresentou variações mais moderadas.
Foto: via Canal Rural
De acordo com o levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Esalq/USP, os preços do feijão-preto encerraram o mês de outubro em alta pelo terceiro mês consecutivo, atingindo o patamar nominal mais elevado observado nos últimos dois anos.
O principal fator responsável pela valorização foi a oferta limitada do grão durante o período de entressafra, quando a produção costuma ser menor e o estoque disponível no mercado se reduz.
Além da escassez natural da entressafra, as condições climáticas adversas agravaram a situação nas principais regiões produtoras. No sudoeste de São Paulo, as chuvas registradas impediram o avanço da colheita, dificultando a retirada do feijão-preto das lavouras. No Paraná, precipitações semelhantes também prejudicaram as áreas de cultivo, ampliando as preocupações com a disponibilidade do produto.
Essas restrições de oferta mantêm a pressão de alta nos preços do feijão-preto em todo o Brasil, inclusive nas cadeias de comercialização que atendem ao consumidor final.
Em contraste, o feijão-carioca não acompanhou a mesma trajetória de valorização. O Cepea apontou que, durante outubro, as cotações dessa variedade oscilaram de forma mais moderada, sem registrar o mesmo ritmo de alta observado no feijão-preto. O levantamento não detalha os percentuais das oscilações, mas evidencia um comportamento distinto entre as duas variedades.
Para o produtor rural goiano, a elevação dos preços do feijão-preto pode representar um aumento de receita, sobretudo para aqueles que já têm a safra pronta para comercialização. Contudo, o cenário de oferta restrita e as chuvas que atrapalham a colheita podem elevar os custos de produção e logística, impactando negativamente quem ainda depende de insumos ou ainda não concluiu a colheita.
Do lado do consumidor, a alta nos preços do feijão-preto tende a encarecer a cesta básica, já que o grão é um dos principais alimentos nas mesas goianas. Já o feijão-carioca, com variações mais contidas, deve manter preços mais estáveis, reduzindo o impacto imediato sobre o orçamento familiar.
Fonte: Canal Rural.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.
16/10/2026
Exportações brasileiras de café registram o segundo maior início de safra desde 1990
As exportações de café alcançaram 11,2 milhões de sacas no primeiro trimestre, impulsionadas principalmente pela robusta, mas enfrentam desafios de qualidade e de estratégia de venda dos produtores.
15/10/2026
Fim da escala 6×1 pode reduzir oferta de carnes e elevar preços ao consumidor, diz ABPA
A aprovação da nova jornada de trabalho de 6×1 pode diminuir a produção de carnes e aumentar os preços ao consumidor, alerta a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
14/10/2026
Aprovação da escala 6×1 traz desafios de custos e mão de obra ao agronegócio brasileiro
Especialistas alertam que a nova escala 6×1 pode elevar custos operacionais, gerar demissões e repassar despesas aos consumidores, impactando a produtividade e a sustentabilidade do setor agropecuário.