terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Brasil

Turista atacada por tubarão em Fernando de Noronha mostra marca da mordida

POR Marcos Paulo dos Santos | 13/01/2026
Turista atacada por tubarão em Fernando de Noronha mostra marca da mordida
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A advogada Tayane Dalazen, que foi mordida por um tubarão-lixa durante um mergulho em Fernando de Noronha, participou do programa Encontro nesta terça-feira (13) e falou publicamente sobre o incidente, o tratamento e o processo de recuperação. Durante a entrevista, ela chegou a mostrar o ferimento e relatou como reagiu no momento do ataque.
“É uma dor muito forte, mas não é paralisante”, afirmou.

 

O caso aconteceu na sexta-feira (9), enquanto Tayane praticava mergulho em apneia nas proximidades da Associação Noronhense de Pescadores (Anpesca), no Porto de Santo Antônio. Ela estava acompanhada de um guia de turismo no momento do incidente.

 

Durante a conversa com a apresentadora Patrícia Poeta, a advogada explicou que retirou a faixa que cobria o ferimento na segunda-feira (12) por orientação médica. Segundo ela, a lesão precisava “respirar” para favorecer a cicatrização. Tayane contou ainda que recebeu os primeiros socorros ainda no local, com o apoio de uma amiga dermatologista, que segue acompanhando o tratamento.

 

De acordo com a advogada, foram necessários apenas dois pontos, justamente para reduzir o risco de infecção. A cicatrização ocorre de dentro para fora, por meio da aproximação das bordas do ferimento, e a evolução tem sido considerada positiva.

 

Tayane relatou que seguiu todas as orientações repassadas durante o mergulho e afirmou que o tubarão-lixa envolvido no ataque media entre dois e três metros. Especialistas destacam que esse tipo de ocorrência está ligado à interação entre humanos e animais em ambientes naturais.

 

O engenheiro de pesca Léo Vera, que pesquisa tubarões em Fernando de Noronha, comentou o episódio e avaliou que não há culpados. Segundo ele, apesar de raros, incidentes podem acontecer e acabam deixando marcas físicas e emocionais.

 

Após o ocorrido, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que reforçou ações educativas, intensificou o diálogo com operadores de turismo e ampliou a fiscalização na região. O órgão também abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do ataque.

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