sexta-feira, 06 de novembro de 2026

Telescópio Swift da NASA reentra na atmosfera e se desintegra sobre Sumatra após 22 anos de missão

POR | 06/11/2026

O observatório espacial Swift encerrou suas operações e, depois de uma tentativa de prolongar sua vida com uma nave privada, voltou à Terra de forma descontrolada, queimando na atmosfera sobre Sumatra.

Telescópio Swift da NASA reentra na atmosfera e se desintegra sobre Sumatra após 22 anos de missão

Foto: via Canaltech

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Nesta quarta?feira (4), o telescópio espacial Swift, operado pela NASA, deu fim às suas atividades após 22 anos de observação do cosmos. Três meses antes, uma empresa privada havia tentado colocar o satélite em uma órbita mais alta para que continuasse funcionando, mas a manobra não impediu a reentrada descontrolada.

Segundo o rastreador de satélites Jonathan?McDowell, o observatório, que pesa 1,4?tonelada, mergulhou na atmosfera terrestre sobre a região de Sumatra. A NASA informou que, na maior parte, o Swift deveria se incinerar durante a passagem, reduzindo a probabilidade de que fragmentos cheguem ao solo a níveis muito baixos.

Apesar da previsão oficial, algumas postagens nas redes sociais alegam ter capturado o momento da queda. Um usuário identificado como "Surajit" compartilhou um vídeo no X (antigo Twitter) que mostraria o rastro luminoso deixado pelo telescópio ao atravessar o céu. Essa informação ainda não foi confirmada por fontes oficiais.

Lançado em 2004, o Swift foi concebido inicialmente para uma missão de apenas dois anos, focada na detecção de explosões de raios gama (GRBs), que são as explosões mais energéticas do universo. Seu nome completo, Swift Gamma?Ray Burst Explorer, traz a palavra "swift", que em inglês significa "rápido", refletindo a agilidade necessária para observar esses eventos.

De acordo com S.?Bradley?Cenko, pesquisador principal do Swift na NASA, o satélite precisava identificar e localizar rapidamente os GRBs, transmitir a posição para outros observatórios e, em seguida, orientar seus próprios telescópios para registrar imagens dos locais das explosões antes que desaparecessem. Todo esse processo normalmente levava cerca de um minuto.

Ao longo de sua vida útil, que superou em muito o prazo original, o Swift registrou mais de 2?000 explosões de raios gama e 1?400 supernovas, além de monitorar buracos negros ativos, cometas e asteroides. Embora pudesse ter continuado operando por mais tempo, a missão chegou ao fim e o satélite retornou à Terra de forma controlada apenas pela força da gravidade.

Fonte: Canaltech.

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