sexta-feira, 29 de maio de 2026
Foto: Reprodução
A empresária suspeita de torturar e matar animais para produzir vídeos vendidos na internet foi solta poucas horas após ser presa nesta quinta-feira (28), no Centro de São Paulo. Ela vai responder em liberdade pelos crimes de maus-tratos a animais e atos obscenos.
Segundo informações divulgadas pela TV Globo, a suspeita foi liberada porque os investigadores não conseguiram acessar os celulares apreendidos nem analisar o conteúdo armazenado nos aparelhos. Como não houve situação de flagrante, a prisão não foi mantida.
De acordo com a investigação, a mulher gravava vídeos em que torturava e matava animais, como coelhos, pintinhos e gatos, esmagando-os com os pés e as mãos. O material era comercializado em plataformas semelhantes ao Discord para clientes de países da Europa.
Durante o cumprimento do mandado, policiais apreenderam os calçados que teriam sido utilizados nas gravações, considerados elementos importantes para a investigação.
A defesa da empresária informou que ainda está analisando o caso e que deverá se manifestar oficialmente por meio de nota à imprensa.
As investigações tiveram início após uma organização não governamental da Bulgária denunciar os crimes à Polícia Federal. A entidade afirmou ter tido acesso aos vídeos e encaminhou o material às autoridades brasileiras.
O caso foi posteriormente encaminhado à Polícia Civil de São Paulo, que passou a apurar os fatos por meio da Delegacia de Crimes contra os Animais, vinculada ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).
Segundo os investigadores, a suspeita mantinha uma produtora especializada em vídeos de sadismo e teria admitido que comercializava o conteúdo para clientes europeus por valores entre 20 e 50 euros, dependendo do material.
A Polícia Civil agora busca identificar há quanto tempo os crimes vinham sendo praticados e quantos vídeos teriam sido vendidos.
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