quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Redação Jornal Somos
Por 9 votos a 2, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na quarta-feira (12) não reconhecer o ensino domiciliar de crianças, conhecido como homeschooling. Conforme o entendimento da maioria, a Constituição prevê apenas o modelo de ensino público ou privado, cuja matricula é obrigatória enão há lei que autorize a medida.
O julgamento começou na semana passada, quando o relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, votou a favor do ensino domiciliar. Para ele, alguns pais preferem comandar a educação de seus filhos diante das políticas públicas ineficazes na área de educação, dos resultados na qualidade no sistema de avaliação básica, além de convicções religiosas.
Barroso também citou que o modelo de homeschooling está presente nos Estados Unidos, Finlândia e Bélgica, entre outros países. "Sou mais favorável à autonomia e emancipação das pessoas do que ao paternalismo e às intervenções do Estado, salvo onde eu considero essa intervenção indispensável", argumentou.
Votos negativos
Na sessão de ontem, o julgamento foi concluído com os votos dos demais ministros. Primeiro a votar, Alexandre de Moraes abriu a divergência e entendeu que o ensino domiciliar não está previsto na legislação: “O ensino familiar exige o cumprimento de todos os requisitos constitucionais. Não é vedado o ensino em casa desde que respeite todos os preceitos constitucionais. Há necessidade de legislação”.
De acordo com a EBC, o ministro Ricardo Lewandowski também entendeu que não é possível que os pais deixem de matricular os filhos nas escolas tradicionais. Segundo ele, “razões religiosas não merecem ser aceitas" pelo Judiciário para que os pais possam educar os filhos em casa. O ministro argumentou que os pais "não podem privar os filhos de ter acesso ao conhecimento” na escola tradicional.
“Não há razão para tirar das escolas oficiais, públicas ou privadas, em decorrência da insatisfação de alguns com a qualidade do ensino”, afirmou Lewandowski.
Os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e a presidente, Cármen Lúcia, também votaram no mesmo sentido. Fachin acompanhou em parte o relator.
Leia também:
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.
28/10/2026
Moro afirma que não há normalidade institucional e avalia como compreensível eventual saída de Flávio Bolsonaro do país
O ex-juiz Sergio Moro declarou que o país não vive plena normalidade institucional e considerou compreensível a hipótese de o senador Flávio Bolsonaro deixar o Brasil. As declarações foram dadas após a eleição presidencial.
28/10/2026
Homem de 25 anos é preso por aliciar mais de 100 crianças em jogos virtuais
Um homem de 25 anos foi preso em 28 de outubro, em Guarujá, por aliciar mais de 100 crianças e adolescentes em jogos virtuais, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal.
28/10/2026
Defesa de Bolsonaro pede a Moraes visita de Valdemar Costa Neto em prisão domiciliar
A defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, em 28 de outubro de 2026, autorização para que Valdemar Costa Neto visite o ex?presidente em prisão domiciliar, alegando necessidade de diálogo direto. O pedido ocorre após Flávio Bolsonaro deixar o Brasil em desacordo com determinação do STF.