segunda-feira, 19 de outubro de 2026
A decisão da Justiça do Rio de Janeiro de soltar Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, e adiar o julgamento do caso gerou forte reação do pai da criança, Leniel Borel, que se emocionou ao comentar o desdobramento.
“Assassinaram meu filho pela segunda vez. Meu sentimento como pai é que mataram meu filho novamente”, declarou, ao criticar a decisão judicial.
A medida foi tomada nesta segunda-feira (23) pela juíza Elizabeth Machado Louro, que determinou a liberdade provisória de Monique. Segundo a magistrada, a prisão se tornou ilegal devido ao excesso de prazo.
“O prolongamento da custódia é despropositado, o que torna a prisão manifestamente ilegal”, justificou.
O julgamento de Monique e do ex-vereador Jairinho, acusado de envolvimento direto na morte da criança, estava previsto para começar no mesmo dia. No entanto, a sessão foi adiada para o dia 25 de maio após uma manobra da defesa.
Os advogados de Jairinho deixaram o plenário após alegarem não ter acesso completo a provas do processo, incluindo dados extraídos de um notebook do pai de Henry. Diante da situação, a juíza suspendeu o julgamento e classificou a atitude como um ato que fere a dignidade da Justiça.
Além disso, a magistrada determinou que os advogados arquem com os custos gerados pelo adiamento, incluindo despesas com jurados, testemunhas, servidores, policiais e demais envolvidos na sessão.
A decisão também foi criticada pelo Ministério Público. O promotor responsável pelo caso informou que irá recorrer contra a soltura de Monique.
Abalado, o pai do menino classificou o episódio como um desrespeito à memória do filho e acusou a defesa de adotar estratégias para atrasar o processo.
“É um terrorismo contra uma família que luta. O Henry não está mais aqui para contar a história, mas eu estou para continuar esse legado”, afirmou.
O caso Henry Borel remonta a março de 2021, quando o menino, de apenas 4 anos, foi encontrado sem vida no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Ele chegou a ser levado a um hospital, mas já estava morto.
Jairinho responde por homicídio triplamente qualificado e tortura. Já Monique é acusada de homicídio qualificado por omissão. Ambos também respondem por coação no curso do processo e fraude processual.
Com informações de Estadão.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.
19/10/2026
Pesquisa BTG/Nexus aponta 50,3% para Flávio Bolsonaro e 49,7% para Lula em votos válidos
Levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira (19) indica empate técnico no cenário de segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula. A diferença entre os dois está dentro da margem de oscilação estatística.
19/10/2026
Flávio Bolsonaro e Lula trocam acusações de corrupção e citam familiares em debate
Os candidatos do segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), trocaram acusações de corrupção e mencionaram familiares no primeiro debate entre os dois. A plateia se manifestou ao final do encontro.
18/10/2026
Gaslighting médico: pacientes com dor crônica são desacreditadas nos serviços de saúde
Profissionais de saúde ainda enfrentam desafios para reconhecer e validar a dor de pacientes, especialmente mulheres com fibromialgia, gerando um cenário de desconfiança e estigmatização que pode levar ao chamado gaslighting médico.
18/10/2026
Anvisa aprova uso do Gazyva para pacientes adultos com lúpus eritematoso sistêmico ativo
A Anvisa autorizou que o anticorpo monoclonal obinutuzumabe, comercializado como Gazyva, seja indicado para adultos com LES moderado a grave que já recebem tratamento padrão e apresentam autoanticorpos, ampliando as opções terapêuticas e reduzindo a dependência de corticoides.