Sem data de retorno, MEC divulga diretrizes para volta às aulas presenciais e promete internet à vulneráveis

POR Camilla Paes Leme | 02/07/2020
Sem data de retorno, MEC divulga diretrizes para volta às aulas presenciais e promete internet à vulneráveis

Estadão

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O Ministério da Educação publicou ontem, quarta feira (1º) diretrizes para a volta às aulas presenciais. Entre elas, estão o uso de máscaras, distanciamento social de 1,5 metros, estímulo a reuniões online e afastamento de profissionais que estejam em grupos de risco. Apesar da divulgação do documento, ainda não há uma data prevista para a volta às aulas presenciais em todo o país, suspensas desde março.

 

O protocolo foi elaborado para orientar as ações em universidades e instituições de ensino federais, mas poderá ser usado como diretriz para a elaboração de documentos semelhantes nos estados. A portaria com as diretrizes foi publicada hoje, quinta feira (02/07) no "Diário Oficial da União", mas já estava disponível no site do MEC. O MEC afirmou que o documento foi elaborado por uma equipe multidisciplinar, que conta com um médico pneumologista.

 

Entre diretrizes divulgadas pelo MEC, as principais medidas são:

 

  • Distanciamento de pelo menos 1,5 m;
  • Uso de máscara obrigatório;
  • Ventilação do ambiente;
  • Medição de temperatura no acesso às áreas comuns;
  • Disponibilização de álcool em gel;
  • Volta ao trabalho de forma escalonada;
  • Possibilidade de trabalho remoto aos servidores e colaboradores do grupo de risco;
  • Reuniões e eventos à distância;
  • Orientação para manter cabelo preso e evitar usar acessórios pessoais, como brincos, anéis e relógios;
  • Não compartilhamento de objetos – incluindo livros e afins;
  • Elaboração quinzenal de relatórios para monitorar e avaliar o retorno das atividades.

 

Internet gratuita

O MEC também anunciou ontem (1º) que dará internet gratuita para alunos de universidades e institutos federais em situação de vulnerabilidade, para que possam acessar as aulas remotas enquanto durar a pandemia. A expectativa inicial é atender a 400 mil estudantes e, depois, chegar a 1 milhão, e destes valores, segundo levantamente inicial 40% destes estudantes estão na região Nordeste. A iniciativa tem parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia.

 

Segundo o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, não se trata de internet liberada e gratuita. As universidades e institutos federais deverão definir os sites e sistemas a que os estudantes terão acesso gratuito. Para os alunos que tiverem plano de dados, haverá subsídios para acessar sites definidos pelas instituições. Já aqueles que não têm plano poderão receber um chip para utilizar a internet.

 

Segundo o MEC, a maioria dos estudantes tem acesso a equipamentos como laptops e celulares, mas o grande gargalo está na conexão, com pacotes de dados que não são suficientes para acompanhar aulas em vídeo e fazer downloads. A partir da próxima semana, o governo abre a licitação para a compra dos planos de bônus de pacotes de dados. A meta é que, até agosto, os estudantes já estejam conectados e possam acompanhar as aulas online.

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