quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
O Brasil caminha para encerrar 2025 com a maior safra de sua história. A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 346,1 milhões de toneladas, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa um crescimento de 18,2% em relação a 2024, quando foram colhidas 292,7 milhões de toneladas.
Os dados fazem parte da estimativa de dezembro de 2025 e confirmam o bom desempenho do setor agropecuário ao longo do ano. Apesar do recorde em 2025, o IBGE projeta uma leve retração para 2026. A previsão é de que a próxima safra some 339,8 milhões de toneladas, queda de 1,8% em comparação com 2025, o equivalente a 6,3 milhões de toneladas a menos.
Para a safra de 2026, o instituto passou a incluir a canola e o gergelim no levantamento. Embora ainda cultivados em poucas unidades da federação, esses produtos vêm ganhando relevância nos últimos anos dentro do grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas.
Destaques de 2025
A estimativa para 2025 é considerada recorde na série histórica do IBGE. Arroz, milho e soja seguem como os principais produtos do grupo, respondendo juntos por 92,7% da produção estimada e por 87,9% da área a ser colhida no país.
A soja lidera o volume produzido, com previsão de 166,1 milhões de toneladas, novo recorde e aumento de 14,6% em relação a 2024. O milho também deve atingir marca histórica, com 141,7 milhões de toneladas, crescimento de 23,6%.
Outro destaque é o algodão herbáceo em caroço, com produção estimada em 9,9 milhões de toneladas, alta de 11,4%. Já o arroz em casca deve alcançar 12,7 milhões de toneladas (crescimento de 19,4%), o trigo 7,8 milhões de toneladas (alta de 3,7%) e o sorgo 5,4 milhões de toneladas, avanço expressivo de 35,5% em relação ao ano anterior.
Cenário para 2026
O prognóstico divulgado pelo IBGE é o terceiro para a safra de 2026. Apesar da previsão de queda em relação ao recorde de 2025, o volume estimado é superior ao apontado no levantamento anterior, divulgado em dezembro de 2024.
Na comparação com o segundo prognóstico, houve acréscimo de 4,2 milhões de toneladas, o que representa alta de 1,2% na estimativa para 2026.
Segundo o IBGE, a redução prevista para 2026 é puxada principalmente pela menor produção de milho (-6%), sorgo (-13%), arroz (-8%), algodão herbáceo em caroço (-10,5%) e trigo (-1,6%). Em contrapartida, a soja deve crescer 2,5%, com aumento estimado de 4,2 milhões de toneladas. O feijão também apresenta perspectiva positiva, com crescimento de 3,1% na primeira safra.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.