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Preso pela PF, por suspeita de elo com o Hezbollah, muda versão

POR Bento Júnior | 28/11/2023
Preso pela PF, por suspeita de elo com o Hezbollah, muda versão

Foto: Hassan Ammar/AP

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O músico Michael Messias, preso dia 12 em Copacabana por suspeita de ligação com o Hezbollah, mudou de versão em um novo depoimento à Polícia Federal (PF). Messias agora diz que, na viagem que fez ao Líbano, recebeu proposta em dinheiro para matar.

 

O Hezbollah é um grupo libanês extremista apoiado pelo Irã e considerado terrorista por vários países, como Estados Unidos, França e Alemanha. Antes, o músico havia negado ter sido convidado para atividade terrorista e que foi ao Líbano para fazer apresentações de pagode, a convite do sírio naturalizado brasileiro Mohamad Khir Abdulmajid — o principal suspeito da investigação antiterror da Polícia Federal.

 

No segundo depoimento, Messias disse que:

  • ficou assustado e surpreso e, por isso, não esclareceu todos os detalhes no primeiro depoimento;
  • foi perguntado por Mohamad sobre várias coisas, entre elas se já havia matado e se seria capaz de matar alguém – e que negou;
  • Mohamed perguntou se ele não seria capaz de matar nem por ‘muito dinheiro’, que voltou a dizer que jamais faria isso;
  • Mohamed depositou R$ 500 na conta dele e ainda entregou um bolo de dinheiro para fazer turismo em Beirute;
  • três dias depois encontrou Mohamad de novo, desta vez com um homem armado e com máscara;
  • este voltou a lhe oferecer dinheiro para matar: “US$ 100 mil ou mais”, e que respondeu novamente que não;
  • foi perguntado se ele conhecia alguém de alguma facção criminosa, ou procurado pela polícia, ou ex-policial que mataria por dinheiro – e negou novamente;
  • não encontrou mais os homens e voltou ao Brasil com o dinheiro que sobrou;
  • um mês depois, recebeu um WhatsApp perguntando quando voltaria a Beirute;
  • em nenhum momento Mohamad ou o outro homem citaram o Hezbollah e que nem sabia o que era o Hezbollah.

 

Mohamad é sírio, naturalizado brasileiro, e veio para o Brasil em 2008. É procurado pela Interpol no âmbito da investigação da PF sobre recrutamento de brasileiros pelo Hezbollah. Segundo investigadores, Mohamad continua no Líbano. A PF faz tratativas com a polícia do país para tentar viabilizar uma prisão e extradição.

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