quinta-feira, 03 de setembro de 2026

Brasil

PGR fecha primeira delação do caso Master com foco em Daniel Vorcaro

POR Thais Cabral | 03/09/2026
PGR fecha primeira delação do caso Master com foco em Daniel Vorcaro

Foto: Reprodução

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) fechou o primeiro acordo de colaboração premiada no âmbito das investigações do caso Banco Master. O acordo foi firmado com João Carlos Mansur, fundador e ex-dono da Reag Investimentos, e tem como um dos principais focos Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco.

 

A colaboração já foi encaminhada ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), e ainda precisa ser homologada.

 

Segundo informações divulgadas pela imprensa, Mansur apresentou documentos e novos detalhes sobre fatos relacionados a Vorcaro e às operações financeiras investigadas no caso Master.

 

A colaboração reúne 17 anexos com informações que poderão ser utilizadas para aprofundar as investigações. O conteúdo completo, no entanto, não foi divulgado.

 

Antes de decidir sobre a homologação, Mendonça deverá verificar se o acordo foi firmado de forma voluntária e se atende aos requisitos previstos em lei.

 

A eventual homologação não significa que as declarações feitas pelo colaborador sejam consideradas automaticamente verdadeiras. As informações fornecidas por Mansur precisarão ser confrontadas com outros documentos e provas reunidos durante a investigação.

 

A Reag administrava fundos que aparecem nas apurações relacionadas ao Banco Master. A empresa também já foi alvo de outras investigações e teve sua liquidação determinada pelo Banco Central.

 

O acordo chama atenção ainda porque Daniel Vorcaro tentou anteriormente negociar sua própria colaboração premiada. As tratativas, porém, não avançaram. Segundo informações divulgadas sobre o caso, as autoridades avaliaram que as propostas apresentadas pelo ex-banqueiro não traziam elementos novos suficientes.

 

Agora, com o acordo firmado por Mansur, novas diligências poderão ser realizadas caso as informações apresentadas sejam consideradas relevantes e a colaboração seja homologada pelo STF.

 

Até o momento, não há confirmação pública de que o ministro Alexandre de Moraes seja citado nos anexos da delação.

 

 

*Com informações: CNN Brasil, UOL e Folha de S.Paulo.

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