Pesquisadores da UFG e UNB estudam meio alternativo para castração de animais sem cirurgia

POR Thaynara Morais | 21/05/2022
Pesquisadores da UFG e UNB estudam meio alternativo para castração de animais sem cirurgia

Foto de Cats Coming no Pexels

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Em parceria a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Universidade de Brasília (UNB) estudam um meio alternativo para a castração de animais sem cirurgia. O professor Andris Bakuzis, do Instituto de Física da UFG, e a professora Carolina Madeira Lucci, da UNB, adaptaram uma técnica que utiliza nanopartículas, usada no tratamento de tumores, para fazer o procedimento.

 

 

 

“A castração cirúrgica dá certo, mas é invasiva, e pré-dispõe o animal a infeção, ele precisa tomar remédios e exige um cuidado maior. Desde a década de 70 se busca um procedimento não invasivo para castrar os animais, principalmente visando a diminuição de animais de rua e invasores”, explicou Carolina ao G1.

 

 

 

“A gente consegue liberar o animal após o procedimento, na castração cirúrgica o animal ainda tem que ser assistido, esse é um ponto fundamental. A pesquisa é fruto de uma parceria entre uma veterinária e um físico”, completou Andris.

 

 

 

Ao G1, Andris informou que o procedimento consiste em injetar nanopartículas de óxido de ferro no testículo do animal sedado. Posteriormente, a área é esterilizada através da aplicação de um campo magnético conhecido como magnetohipertermia, ou de uma luz de LED, chamada de fotohipertermia.

 

 

 

“Você injeta nanopartículas na região e isso gera um calor muito localizado. Os testículos dos animais machos já são por natureza muito sensíveis a alta temperatura, qualquer aumento já afeta a produção de espermatozoides”, descreveu a professora Carolina.

 

 

 

Ainda segundo Carolina, a área recebe uma temperatura que chega aos 45ºC e dura cerca de 15 minutos. Os primeiros resultados da pesquisa foram publicados em formato de artigo no periódico internacional Pharmaceutics.

 

 

 

Com o sucesso do procedimento em  ratos, há 10 dias os testes em quatro gatos começaram a ser feitos.

 

 

“Os ratos aparentemente não sentiram dor e tiveram como efeito colateral apenas uma lesão de pele muito suave, só que quando a gente muda de espécie a preocupação inicial é avaliar se vai funcionar igual, a gente já viu que precisa de algumas adaptações”, pontuou Carolina.

 

 

 

 

De acordo com a pesquisadora, ainda não há resultados dos procedimentos feitos nos gatos e a expectativa é depois que padronizar para gatos, em experimentos de curto e longo prazo, deve começar em cães.

 

 

 

“Tem cães em diferentes tamanhos, então é possível que a gente tenha que fazer adaptações. Os gatos, mesmo de raças diferentes, têm mais ou menos o mesmo tamanho”, falou Carolina.

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