sexta-feira, 17 de julho de 2026

Perícia descarta estupro e aponta asfixia como causa da morte de bebê de 10 meses no Ceará

POR Marcos Paulo dos Santos | 17/07/2026

Laudo da Perícia Forense não encontrou indícios de violência sexual nem material genético dos suspeitos; investigação passa a tratar o caso

Perícia descarta estupro e aponta asfixia como causa da morte de bebê de 10 meses no Ceará
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O laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), divulgado nesta sexta-feira (17), concluiu que a bebê de 10 meses encontrada morta em Fortaleza não foi vítima de violência sexual. O exame apontou que a causa da morte foi asfixia, alterando o rumo das investigações conduzidas pela Polícia Civil.

 

Inicialmente, o caso era tratado como estupro de vulnerável seguido de morte, com base em um documento elaborado pela equipe médica do hospital onde a criança foi atendida. No entanto, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que os exames periciais descartaram essa hipótese.

 

Segundo a SSPDS, os testes laboratoriais não identificaram álcool ou drogas no organismo da bebê. Além disso, não foram encontrados vestígios de sêmen nem material genético dos dois homens presos no corpo da criança. O exame sexológico também concluiu que não houve violência sexual.

 

Com a conclusão dos laudos, a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) passou a investigar o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

 

Os dois presos são Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, que mantinha um relacionamento com a mãe da criança, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, primo de Ray. Ambos tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça na última terça-feira (14).

 

A bebê morreu na residência onde Ray morava. De acordo com as investigações, a mãe estava no local e, em um primeiro momento, acreditou que a filha havia se engasgado. Ela acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, mas, diante da demora no atendimento, decidiu levar a criança por conta própria a uma unidade de saúde.

 

A defesa de Francisco Ray afirmou que a conclusão da perícia reforça a versão apresentada desde o início da investigação. Segundo a advogada Gleicy Kelly Leitão, a criança teria morrido por asfixia após Roberto Levy, embriagado, deitar sobre ela na cama, comprimindo seu corpo sem intenção de causar a morte.

 

Equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Perícia Forense participaram da ocorrência. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que agora busca esclarecer as circunstâncias que levaram à morte da bebê.

 

Com informações de G1.

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