sábado, 24 de outubro de 2026
Estudos indicam que a audição de músicas mobiliza redes cerebrais corticais e subcorticais, com efeitos sobre humor, frequência cardíaca e liberação de dopamina. A música pode ser uma ferramenta complementar, mas não substitui tratamentos médicos ou psicológicos.
Foto: via Metrópoles - Saúde
Quando ouvimos uma música, a ativação simultânea de redes corticais e subcorticais no cérebro desencadeia reações neurológicas e fisiológicas capazes de alterar o humor, os batimentos cardíacos e até estimular a recuperação de memórias, segundo a análise de estudos sobre o tema.
De acordo com essa linha de pesquisa, o processamento musical envolve um circuito complexo. O córtex auditivo analisa características como frequência e timbre, enquanto regiões frontotemporais organizam as melodias. Já estruturas mais profundas do cérebro resgatam lembranças, e o circuito mesolímbico de recompensa atribui valor emocional e prazer ao estímulo sonoro.
Canções consideradas prazerosas também promovem a liberação de dopamina, tanto no momento de expectativa quanto no ápice do prazer auditivo. Além disso, a música está associada à modulação do bem-estar e à analgesia, ou seja, à sensação de redução da dor.
A resposta fisiológica e emocional à música, porém, varia de pessoa para pessoa. Fatores como familiaridade com a canção, expectativas e histórico de vida influenciam o efeito que cada um sente ao ouvi-la.
No contexto terapêutico, a música é apontada como ferramenta complementar em casos de Alzheimer, podendo contribuir para o bem-estar e para a estimulação da memória. Ela, no entanto, não substitui tratamentos médicos ou psicológicos estabelecidos. Quem enfrenta alterações de humor, memória ou qualquer outro sintoma deve procurar um médico ou profissional de saúde qualificado para avaliação e orientação adequadas.
Fonte: Metrópoles - Saúde.
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