quinta-feira, 21 de maio de 2026
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes bancários pela internet por meio de páginas falsas de instituições financeiras foi alvo de uma operação da Polícia Civil nesta terça-feira (19). Ao todo, 13 pessoas foram presas durante a ação, que ocorreu em Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 1,9 milhão em contas e bens ligados aos investigados.
Segundo a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), o grupo utilizava um esquema sofisticado para furtar dados bancários e realizar transferências indevidas via PIX.
De acordo com as investigações, os suspeitos criavam páginas falsas que imitavam plataformas de bancos digitais. Para atrair vítimas, os criminosos patrocinavam anúncios em mecanismos de busca, fazendo com que os links fraudulentos aparecessem entre os primeiros resultados das pesquisas na internet.
Ao acessar o endereço falso, a vítima acreditava estar entrando no site oficial da instituição financeira. Em seguida, inseria login, senha e até validava QR Codes aparentemente legítimos.
Nesse momento, os criminosos conseguiam capturar os dados bancários em tempo real e assumiam o acesso da conta da vítima no banco verdadeiro. A prática é conhecida como “session hijack”, termo usado para definir o sequestro de sessão.
Com acesso às contas, o grupo realizava transferências via PIX e outras movimentações financeiras sem autorização dos usuários. Segundo a Polícia Civil, contas de terceiros e empresas eram utilizadas para ocultar e distribuir os valores obtidos com os golpes.
As investigações apontaram movimentações financeiras suspeitas que ultrapassam R$ 4,8 milhões. A polícia também identificou dezenas de conexões entre investigados, empresas e pessoas utilizadas para esconder os recursos desviados.
Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão.
Outras duas pessoas acabaram presas em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico após os policiais encontrarem cerca de 10 quilos de maconha durante as buscas.
Os investigados podem responder pelos crimes de invasão de dispositivos informáticos, furto mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A operação foi realizada pela Polícia Civil de Goiás com apoio de equipes de outros estados. As investigações continuam para identificar possíveis vítimas e outros envolvidos no esquema.
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