sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Foto: Reprodução
A pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ganhou um novo capítulo. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou um grupo especial para analisar as informações e documentos relacionados às recentes apurações que envolvem integrantes da Corte, em meio à crise provocada pelo caso Banco Master.
Entre as possíveis providências que poderão ser discutidas está um eventual pedido de impeachment de Moraes. Até o momento, porém, a OAB Nacional não decidiu apresentar o pedido. A entidade informou que primeiro pretende analisar os documentos e as manifestações dos envolvidos antes de definir quais medidas serão adotadas.
O grupo terá até dez dias úteis para se reunir, após receber acesso formal ao material, e mais dois dias úteis para apresentar suas conclusões. Posteriormente, o assunto poderá ser levado a uma sessão extraordinária do Conselho Federal da OAB.
A movimentação ocorre enquanto algumas seccionais adotam posições mais duras. A OAB do Distrito Federal já aprovou a apresentação ao Senado de pedido de impeachment de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de defender investigação sobre os fatos relacionados ao Banco Master.
A OAB Nacional também pediu acesso aos documentos das investigações e defendeu que eventuais irregularidades sejam apuradas independentemente do cargo ocupado pelos envolvidos. A Ordem ressalta, entretanto, que a adoção dessas medidas não representa antecipação de culpa.
A crise ganhou força após a divulgação de documentos e informações relacionados às investigações do Banco Master e ao confronto entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. Nesta sexta-feira (11), Moraes também pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a divulgação integral dos documentos do caso e que as questões envolvendo sua atuação e a de Mendonça sejam analisadas conjuntamente pelo Supremo.
A expectativa agora fica sobre as conclusões do grupo criado pela OAB e sobre a sessão extraordinária do STF prevista para terça-feira (15), quando a crise institucional deverá voltar ao centro das discussões.
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