sábado, 24 de outubro de 2026
Uma mulher de 37 anos presa nesta semana em Santa Catarina por se passar por uma menina de 12 anos já havia sido detida anteriormente em Goiás pelo mesmo tipo de prática. Em 2024, ela foi presa em Goiânia por falsidade ideológica após se apresentar como uma menor de idade que realizava tratamento de saúde.
A Polícia Civil de Goiás não divulgou qual doença a mulher alegava ter nem detalhes sobre o andamento da investigação à época.
O caso voltou a ganhar repercussão nacional nesta terça-feira (2), quando a suspeita foi presa em Joinville (SC) após ser descoberta vivendo há cerca de 14 meses com uma família, fingindo ser uma criança de 12 anos. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, ela utilizava o nome falso de “Gabriele”, afirmava ser autista e adotava comportamentos infantis para sustentar a farsa.
Entre os hábitos relatados pelos investigadores estavam o uso de chupeta, mamadeira e um objeto de apego conhecido como “cheirinho”. Para convencer as pessoas ao seu redor, a mulher contava histórias de abusos sofridos no Pará e dizia ter medo de ser encontrada pelo suposto pai biológico.
De acordo com as investigações, a suspeita conheceu a família por meio de uma igreja evangélica. Sensibilizados com o relato, membros da congregação ajudaram a encaminhá-la para a residência, onde passou a ser tratada como filha.
Durante o período em que permaneceu na casa, a família arcou com despesas como alimentação, roupas, atendimento médico e até medicamentos para uma suposta obesidade infantil. Os moradores chegaram a organizar uma festa de aniversário de 12 anos para ela e, segundo a polícia, cogitavam formalizar uma adoção.
Para justificar sua aparência física adulta, a mulher apresentava versões diferentes, alegando que teria sido submetida ao uso forçado de hormônios durante a infância.
A Polícia Civil de Santa Catarina informou que ela possui antecedentes e é suspeita de aplicar golpes semelhantes em diversos estados, incluindo Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Durante depoimento, a mulher confessou os fatos. Ela foi autuada pelos crimes de estelionato e falsa identidade e encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça.
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