sábado, 11 de abril de 2026
Foto: Reprodução
O Ministério Público de São Paulo decidiu desistir da ação civil pública movida contra o influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, por declarações relacionadas ao nazismo feitas durante um episódio do podcast Flow, há cerca de quatro anos.
Na época, Monark afirmou que, em sua visão, um partido nazista deveria ter reconhecimento legal no Brasil, o que gerou forte repercussão e levou à sua saída do programa, além de investigações e questionamentos judiciais.
A Promotoria de Direitos Humanos havia solicitado uma indenização de R$ 4 milhões por danos morais coletivos. No entanto, no fim de março, o promotor responsável pelo caso se manifestou pela improcedência da ação.
Na decisão, o Ministério Público destacou a importância do combate ao antissemitismo, mas avaliou que a fala do influenciador não configurou crime. O entendimento foi de que a declaração se enquadra nos limites da liberdade de expressão, desde que não haja incitação direta à violência ou prática de atos ilícitos.
O promotor também considerou que, durante o próprio debate, Monark chegou a criticar o nazismo, classificando a ideologia de forma negativa, o que foi levado em conta na análise do caso.
Após a repercussão, o influenciador alegou que fez a declaração sob efeito de álcool e afirmou que defendia um debate amplo sobre liberdade de expressão. O episódio gerou reações inclusive internacionais, com posicionamento da Embaixada da Alemanha.
Nos desdobramentos, Monark deixou o Brasil em 2023, passando a viver nos Estados Unidos, e retornou ao país no ano seguinte, quando também recuperou o acesso às redes sociais. Ele havia sido banido de plataformas digitais por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a outras declarações envolvendo o sistema eleitoral.
*Com informações Mais Goiás
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.