terça-feira, 24 de março de 2026

Minha Casa, Minha Vida amplia renda e financiamento e deve alcançar mais famílias em 2026

POR Marcos Paulo dos Santos | 24/03/2026
Minha Casa, Minha Vida amplia renda e financiamento e deve alcançar mais famílias em 2026

Foto: Senado Federal

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O principal programa habitacional do país, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), passará por mudanças que devem ampliar o acesso à casa própria. O Conselho Curador do FGTS aprovou, nesta terça-feira (24), a atualização dos limites de renda das famílias e o aumento nos valores máximos de financiamento. As novas regras ainda precisam ser publicadas no Diário Oficial da União para começarem a valer.

 

Novos limites de renda

 

Os tetos de renda mensal foram reajustados em todas as faixas do programa:

 

  • Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
  • Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000
  • Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
  • Faixa 4: de R$ 12 mil para R$ 13 mil

 

Na Faixa 1, também houve redução na taxa de juros. Famílias com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200 passarão a pagar juros de 4,5% ao ano, abaixo dos 4,75% anteriores.

 

Financiamentos mais altos

 

Os valores máximos para financiamento de imóveis também foram ampliados nas faixas superiores:

 

  • Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil
  • Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil

 

Mais famílias beneficiadas

 

Segundo o governo federal, as mudanças devem impactar diretamente o alcance do programa:

 

  • 87,5 mil famílias terão acesso a juros menores
  • 31,3 mil novas famílias entram na Faixa 3
  • 8,2 mil passam a integrar a Faixa 4

 

Recursos e impacto financeiro

 

A ampliação será viabilizada com cerca de R$ 31 bilhões do Fundo Social, com previsão de uso a partir do segundo semestre.

 

A estimativa é de um impacto de:

 

  • R$ 500 milhões em subsídios
  • R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional

 

O objetivo é facilitar o acesso à moradia, principalmente para a classe média, diante do cenário de juros elevados e redução de recursos da poupança.

 

Outras decisões do conselho

 

Além das mudanças no MCMV, o Conselho Curador do FGTS também aprovou a retomada do FGTS-Saúde, com prazos ampliados:

 

  • Até 15 anos para reestruturação financeira
  • Até 20 anos para compra de equipamentos
  • Até 30 anos para obras em unidades de saúde

 

A medida gerou críticas de representantes do setor privado, que votaram contra o uso de recursos do FGTS para esse tipo de finalidade.

 

Também foi autorizada a inclusão de mutuários no programa Pró-Transporte, voltado à infraestrutura e mobilidade urbana.

 

Jornal Somos

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